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Golden Boys: Saiba quem são os jovens investigados pela PF na Farra do INSS

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Grupo ostentava itens de luxo nas redes sociais enquanto lucrava com descontos indevidos em benefícios foi preso em nova operação da PF  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 27/05/2026, às 13h34



A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto.

A ação mira o grupo conhecido como "Golden Boys", composto por jovens empresários acusados de liderar um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Segundo o Metrópoles, as investigações apontam que o grupo faturou cerca de R$ 700 milhões por meio de quatro associações: Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP.

O esquema consistia na aplicação de descontos de mensalidades sem o consentimento dos beneficiários, utilizando fraudes em assinaturas e sistemas próprios de biometria para simular adesões legítimas.

Foto: Reprodução/Polícia Federal
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Ostentação e desvio de recursos em Alphaville

Os líderes do esquema, Igor Dias Delecrode (28), Felipe Macedo Gomes (35), Anderson Cordeiro (38) e Américo Monte (45), são conhecidos pela vida de luxo na região de Alphaville, em Barueri (SP).

Entre o patrimônio acumulado, a PF identificou frotas de veículos importados, incluindo uma Ferrari vermelha e uma réplica de um carro de Fórmula 1.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelam que o dinheiro arrecadado das associações era desviado para as empresas pessoais dos investigados, que incluem uma fintech, uma construtora e uma firma de crédito consignado

Mesmo após as primeiras fases da operação em 2025, o grupo tentou manter o controle das entidades por meio de parentes.

Farra do INSS e a crise administrativa

O escândalo, que movimentou mais de R$ 2 bilhões entre 2023 e 2024, provocou uma crise no alto escalão do INSS, resultando na exoneração do então diretor de Benefícios, André Fidelis.

Ele foi o responsável por assinar acordos de cooperação técnica que permitiam os descontos, mesmo diante de milhares de denúncias de irregularidades. Atualmente, as entidades envolvidas enfrentam mais de 60 mil processos judiciais em todo o país.

A nova fase da operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas de monitoramento em São Paulo, Pernambuco, Paraíba e no Distrito Federal, sob ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).

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