Polícia

Golpe da “amarração amorosa”: falso líder espiritual é preso em SP após extorquir R$ 98 mil de vítima

Foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo
Suspeito de 30 anos e cúmplice de 24 foram detidos pela Polícia Civil em operação conjunta entre São Paulo e o Distrito Federal  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 07/10/2026, às 16h35



Um homem de 30 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (7) na Vila São Francisco, em Itapevi (Grande São Paulo), suspeito de se passar por "pai de santo" para aplicar golpes e extorquir pessoas sob a promessa de reconciliação amorosa. 

Durante a mesma ação policial, uma jovem de 24 anos, apontada como participante do esquema, também foi detida no centro do município vizinho de Carapicuíba.

A operação foi conduzida por agentes do 1º Distrito Policial de Carapicuíba em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável por chefiar as investigações sobre a rede criminosa.

O Modus Operandi do Golpe

Segundo a investigação, o golpista utilizava perfis em redes sociais para atrair pessoas fragilizadas emocionalmente, oferecendo serviços espirituais e garantindo o retorno de parceiros amorosos. 

Após o primeiro contato, o suspeito migrava as conversas para um aplicativo de mensagens instantâneas, onde passava a exigir depósitos frequentes sob a justificativa de comprar materiais caros para a realização dos supostos serviços.

Uma das vítimas, moradora do Distrito Federal, caiu no golpe entre os dias 20 de março e 4 de abril deste ano. Iludida pelas promessas do falso sacerdote, ela realizou sucessivas transferências via Pix que, somadas, chegaram a aproximadamente R$98 mil reais.

Conforme apurado pelos investigadores, quando a vítima começou a questionar os pagamentos ou demonstrar resistência em enviar mais dinheiro, o golpista passou a fazer ameaças diretas contra a vida dela e de seu filho.

Quebra de sigilo e prisões

A identificação do grupo criminoso só foi possível após a Justiça autorizar a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos suspeitos. 

Com o cruzamento dos dados, os policiais conseguiram rastrear a origem das mensagens e mapear os titulares das contas bancárias utilizadas para lavar e receber os valores extorquidos.

Com os elementos de prova reunidos, o Poder Judiciário expediu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.

Os dois detidos foram levados à sede do 1º DP de Carapicuíba, onde o caso foi formalizado. Ambos permanecem sob custódia à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil prossegue com os trabalhos para identificar se há outras vítimas do grupo.

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