Política
A Região Metropolitana de São Paulo enfrenta um desafio antigo para quem depende do transporte público: o calor intenso dentro dos ônibus.
Um levantamento recente feito pela produção do Bom Dia SP, da TV Globo, baseado em informações oficiais das prefeituras, mostra que apenas 10 das 39 cidades da região têm pelo menos metade da frota municipal equipada com ar-condicionado.
Para os passageiros, essa estatística reflete a realidade diária: ônibus lotados, temperaturas elevadas e conforto limitado.
Enquanto algumas cidades investem na modernização do transporte, outras ainda mantêm veículos sem climatização, expondo os passageiros a condições desconfortáveis, principalmente nos dias mais quentes.
Entre as cidades com 100% da frota com ar-condicionado, aparecem Itapevi, Itapecerica da Serra e Vargem Grande Paulista, de acordo com o g1.
A capital paulista também se destaca, com 95% dos ônibus municipais climatizados, cobrindo a maior frota da região.
Outras cidades com mais da metade da frota equipada são Cajamar (78,5%), Mairiporã (77,1%), Ferraz de Vasconcelos (75%), Osasco (65,6%), Franco da Rocha (60,5%) e São Bernardo do Campo (51%).
Por outro lado, sete municípios contam com metade ou menos dos veículos climatizados: Santana de Parnaíba (50%), São Caetano do Sul (40%), Barueri (30%), Santo André (34,7%), Rio Grande da Serra (20%), Cotia (12%) e Guarulhos (6%).
Já 13 cidades não oferecem ar-condicionado em nenhum ônibus municipal, incluindo Biritiba-Mirim, Carapicuíba, Diadema, Francisco Morato, Guararema, Itaquaquecetuba, Jandira, Mauá, Mogi das Cruzes, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Salesópolis e Suzano.
Além disso, nove cidades não responderam ao levantamento, como Arujá, Caieiras, Embu das Artes e Juquitiba, deixando lacunas sobre a situação da frota local.
O levantamento mostra que, apesar de avanços em algumas cidades, a modernização do transporte público na Grande São Paulo ainda está longe de ser uniforme.
Para os passageiros, cada viagem sem ar-condicionado se transforma em um desafio extra, tornando a necessidade de políticas públicas mais eficazes e investimentos em conforto e segurança ainda mais evidente.
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