Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 22/09/2026, às 23h30
Um mandado de prisão contra Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como “Escorpião do PCC”, foi alterado de forma ilegal no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o acesso ao sistema ocorreu com credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a principal suspeita é de que um hacker tenha conseguido utilizar os dados da magistrada para entrar no sistema. Depois da alteração, o nome e o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de Alex deixaram de aparecer como procurados em consultas feitas por agentes de segurança.
Alex é investigado pela morte da ex-companheira, Mariana Katiane Gomes da Silva. O caso ocorreu em novembro do ano passado, na zona sul de São Paulo. Segundo a acusação, ele teria agredido a mulher e a jogado da janela do apartamento onde os dois moravam. A defesa nega as acusações e afirma que Mariana teria cometido suicídio.
Além da investigação por feminicídio, Alex é apontado pelo MPSP como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Nos autos, a promotoria afirma que ele se apresentava como integrante da organização e dizia possuir “irmãos” envolvidos no crime. Durante o interrogatório, porém, Alex negou ter ligação com o grupo criminoso.
No início de agosto, a Justiça havia concedido liberdade provisória ao investigado. O MPSP recorreu da decisão e conseguiu determinar novamente a prisão. Alex, no entanto, não se apresentou às autoridades e permanecia procurado.
A fraude no sistema ocorreu em 23 de agosto, utilizando login e senha atribuídos a uma juíza de Planalto, no Rio Grande do Sul.
O nome de Alex também aparece em outro caso citado na reportagem. Segundo informações obtidas pelo Metrópoles nos autos, ele teria ligação com a produtora do filme Dark Horse, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ainda de acordo com a publicação, Alex recebeu R$ 12 milhões da produtora executiva Karina Pereira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB). O dinheiro teria origem em um contrato da Prefeitura de São Paulo para instalação e manutenção de Wi-Fi gratuito em comunidades.
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