Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 25/04/2026, às 08h29
O homem que matou amiga da filha em Pontal atacou a jovem Geniane Pereira, de 20 anos, na manhã de sexta-feira (24), na Rua Albano Meneghelli, quando ela seguia para o trabalho. Segundo a polícia, o crime foi motivado por ciúmes e interesse não correspondido, após o suspeito interpretar de forma equivocada a relação da vítima com ele.
A Polícia Civil informou que testemunhas relataram comportamento de assédio por parte do suspeito, que demonstrava interesse pela jovem e não aceitava a rejeição às investidas. De acordo com o delegado Claudio Messias, responsável pela investigação, a simpatia da vítima com outras pessoas foi interpretada de forma equivocada pelo agressor, o que contribuiu para o agravamento da situação.
“A motivação é absurdamente torpe. Os relatos que colhemos é que, por ela ser uma pessoa aparentemente simpática, esse cidadão passou a interpretar errado essa forma dela de se relacionar”, afirmou o delegado. Ele também relatou um episódio anterior em que o suspeito teria se aproximado da jovem e tocado em seu corpo sem consentimento.
“Tem um relato aí que certa feita ele teria até se aproximado dela e tocado nos seios dela”, disse Messias.
O homem que matou amiga da filha em Pontal aguardou as jovens no trajeto que faziam diariamente até o trabalho, segundo testemunhas ouvidas pela polícia. A investigação indica que ele monitorava a rotina das vítimas e já havia abordado as duas no mesmo local um dia antes do crime, o que reforçou a suspeita de premeditação.
Na manhã de sexta-feira (24), o suspeito voltou a esperar pelas jovens. Testemunhas relataram que ele estava encapuzado e segurava uma faca quando foi reconhecido pelas vítimas. Ao se aproximar, chamou Geniane pelo apelido e iniciou o ataque, desferindo múltiplos golpes.
A jovem sofreu ao menos nove facadas, foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Pontal, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado como feminicídio e segue sob investigação.
Geniane Pereira e a amiga eram naturais de Turmalina, em Minas Gerais, e se mudaram para Pontal no dia 10 de abril em busca de uma oportunidade de emprego. As duas passaram a morar na casa do suspeito, que também era da mesma cidade e já conhecia a vítima antes da mudança.
Segundo relatos colhidos pela polícia, o comportamento do suspeito se tornou mais agressivo após as jovens comentarem que haviam conhecido um possível namorado na cidade. A partir desse momento, ele passou a proferir xingamentos e demonstrar irritação, o que levou as duas a procurar outro local para morar. A mudança, porém, não chegou a acontecer.
Após o ataque, o homem que matou amiga da filha em Pontal fugiu do local e não foi localizado até a última atualização das informações. A polícia mantém as buscas e continua reunindo depoimentos para esclarecer todos os detalhes do crime.
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