Polícia
O incêndio que matou pelo menos 40 pessoas e deixou mais de 100 feridos em um bar na Suíça reacendeu um alerta global sobre segurança em locais fechados. Para o coletivo brasileiro “Kiss que não se repita”, a tragédia ocorrida em Crans-Montana segue um padrão já conhecido e ignorado.
Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (1º), o grupo afirmou que o caso europeu repete falhas semelhantes às do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Em manifestação oficial, o coletivo traçou paralelos diretos entre os dois episódios e listou fatores que caracterizam o que chamam de “padrão de negligência” em casas noturnas.
Entre eles estão o uso de pirotecnia em ambientes fechados com materiais inflamáveis, saídas de emergência insuficientes, superlotação e falhas na prevenção e no cumprimento de normas técnicas. Segundo o grupo, a repetição dessas tragédias mostra que erros já conhecidos continuam sendo ignorados, independentemente do país.
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O incêndio ocorreu no bar Constellation, localizado em uma luxuosa estação de esqui nos Alpes suíços. O fogo começou por volta da 1h30 da madrugada, durante as celebrações de Ano Novo. O estabelecimento tinha capacidade para até 300 pessoas, contava com dois bares e uma área destinada ao uso de narguilé.
De acordo com as informações da CNN Brasil, as chamas se espalharam rapidamente pelo teto de madeira do local, o que dificultou a evacuação e aumentou o número de vítimas. A rápida propagação do fogo teria contribuído para o pânico no momento da fuga, cenário semelhante ao descrito em outras tragédias do tipo, segundo o coletivo.
Para atender os feridos, as autoridades suíças mobilizaram uma operação de grande porte, com o uso de dez helicópteros e 40 ambulâncias. O resgate foi considerado um dos maiores já realizados na região, devido à gravidade do incêndio e ao número de vítimas envolvidas.
As autoridades da Suíça informaram, ainda segundo a CNN Brasil, que a investigação sobre as causas do incêndio pode levar um longo período para ser concluída.
Para o coletivo “Kiss que não se repita”, no entanto, o debate central já está posto: trata-se de um problema estrutural. O grupo define episódios como esse como “tragédias-crime”, marcadas por negligência e falhas evitáveis.
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