Polícia

Instrutores fugiram após morte em rope jump, relata testemunha em Limeira

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Higor William Diniz Ferreira disse à EPTV que os organizadores deixaram o local após a queda de Maria Eduarda por medo de agressões  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Vídeo
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 14/06/2026, às 15h05



Os instrutores responsáveis pela atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), deixaram o local logo após o acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, por receio de serem agredidos pelas pessoas que acompanhavam os saltos. A informação foi relatada por Higor William Diniz Ferreira, participante que estava na ponte no momento da tragédia, em entrevista à EPTV.

Segundo Higor, a saída aconteceu logo após a jovem cair de uma altura aproximada de 40 metros. Ela foi lançada da estrutura sem estar conectada ao equipamento de segurança e morreu ainda no local.

O participante também revelou que quase ocupou a posição de Maria Eduarda na fila. De acordo com seu relato, um atraso de cerca de 40 minutos para sair de casa alterou a ordem dos saltos e fez com que a jovem fosse chamada antes dele.

"Foi livramento. Era para ser eu", afirmou Higor ao recordar os momentos que antecederam o acidente.

Após a ocorrência, seis pessoas foram levadas ao 2º Distrito Policial de Limeira para prestar depoimento. Três homens permaneceram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Entre eles está um bombeiro civil de 32 anos, apontado pela Polícia Civil como responsável pelo grupo Entre Cordas, organizador da atividade.

Polícia aponta falhas e ausência de empresa formal

Foto: Reprodução/Divulgação/Prefeitura Municipal de Limeira
Foto: Reprodução/Divulgação/Prefeitura Municipal de Limeira

As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que Maria Eduarda foi lançada sem estar presa à corda de segurança. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que a jovem é impulsionada da plataforma e, segundos depois, pessoas começam a gritar ao perceber que o equipamento não estava conectado.

Segundo a delegada Andréa Dantas, a corda permaneceu enrolada na plataforma e os próprios investigados não conseguiram explicar como a falha aconteceu durante a preparação do salto.

A polícia também informou que o grupo responsável pelo evento não possuía empresa formalizada e promovia atividades semelhantes havia cerca de um ano em diferentes cidades. Além disso, os organizadores não tinham autorização para realizar o evento na Ponte do Esqueleto.

Os três homens presos aparecem, segundo a investigação, participando diretamente da preparação e do lançamento da vítima. Eles responderão por homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando se considera que os envolvidos assumiram o risco de produzir o resultado.

A defesa dos investigados afirma que o esporte não possui regulamentação específica no Brasil e classificou o caso como uma "triste fatalidade". A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todas as circunstâncias do acidente.

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