Polícia

Justiça condena padre no interior de SP por estuprar coroinha; entenda

Na sentença, o sacerdote foi condenado a 26 anos de prisão. - Foto: Reprodução Redes Sociais
Os abusos aconteceram entre 2009 e 2014, quando a vítima tinha 13 anos.  |   BNews SP - Divulgação Na sentença, o sacerdote foi condenado a 26 anos de prisão. - Foto: Reprodução Redes Sociais
Camila Lutfi

por Camila Lutfi

Publicado em 27/08/2025, às 11h46



Um padre foi condenado a 26 anos e oito meses de prisão após estuprar ao menos dez vezes um coroinha da igreja em Penapólis, no interior de São Paulo.

Os abusos aconteceram entre 2009 e 2014, quando a vítima tinha 13 anos. O coroinha relatou o crime somente em 2023, já maior de idade.

A sentença foi publicada na última sexta-feira (22) pela 1ª Vara da comarca da cidade. O homem ainda pode responder em liberdade.

Entenda o crime que o padre de Penapólis foi condenado

O texto da sentença afirma que o sacerdote conheceu a vítima quando a família da criança se mudou da zona rural para a área urbana de Penápolis.

A vítima começou a frequentar a Paróquia Sagrada Família, no bairro Eldorado, junto de sua família e pouco tempo depois teria se tornado coroinha da igreja.

penapólis igreja
Foto: Google Street View

Os abusos pelo padre Antônio de Souza Carvalho começaram neste momento. Segundo os relatos, o adulto passava mão no corpo e beijava a criança.

Em uma das situações, quando fizeram uma viagem até Limeira, ambos dormiram no mesmo quarto e o sacerdote cometeu novos abusos.

Para a vítima, o padre era uma figura divina e teve medo de denunciar. Ela relatou os crimes à família e à igreja já em 2023, mais de 10 anos depois do ocorrido.

O que diz o padre e a igreja?

Em meio às interrogações policiais, Antônio Carvalho preferiu não comentar os crimes, de acordo com os autos.

Já na audiência de instrução e julgamento, ele negou todas as acusações, enfatizando que sempre foi um padre muito carinhoso na comunidade e que os atos considerados abusos eram apenas “demonstrações de carinho”.

A Diocese de Lins, responsável pela paróquia de Penapólis, afirmou em nota que o homem foi afastado das suas funções desde o momento da denúncia.

Ainda, a instituição confirmou que avisou o Dicastério para a Doutrina da Fé, em Roma, que determinou a instauração de um processo penal administrativo contra Antônio.

Por sua vez, a defesa do padre Antônio de Souza Carvalho não se pronunciou publicamente sobre as acusações.

*Com informações do Metrópoles

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