Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 08/10/2026, às 16h13
A Justiça de São Paulo manteve a prisão do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, após nova audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (8).
O crime ocorreu no dia 30 de setembro durante uma briga de trânsito na Avenida Walter Thaumaturgo, em Taubaté. O acusado responde por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Preso em flagrante no dia do homicídio, o militar foi solto na primeira audiência de custódia. No entanto, a Justiça acolheu um recurso do Ministério Público (MPSP) em 2 de outubro e decretou novamente a prisão preventiva. O mandado foi cumprido na quarta-feira (7), após o fim do período de restrição eleitoral a prisões, e a sessão desta quinta-feira atestou a legalidade do procedimento, mantendo o réu preso.
Em depoimento à polícia, o bombeiro alegou legítima defesa, sustentando que acreditou ser vítima de um assalto e que a vítima teria quebrado o vidro do seu carro portando um objeto prateado. A tese foi descartada pela Polícia Civil, que apontou a ausência de qualquer indício de tentativa de roubo ou de arma de fogo com o estudante. Bruno chegou a ser socorrido a um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos.
Imagens de câmeras de segurança registraram o início da discussão minutos antes dos disparos. O circuito de monitoramento mostra o carro do bombeiro ultrapassando o do estudante na entrada de um túnel de faixa única, momento em que a vítima buzinou e o acusado freou bruscamente em resposta. As gravações também capturaram o jovem correndo pela calçada com a mão no peito após ser atingido pelos tiros.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso