Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 18/06/2026, às 12h11 - Atualizado às 12h41
A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a advogada e influenciadora Deolane Bezerra pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Com a decisão, ela passa a responder formalmente ao processo na condição de ré. Segundo as investigações, Deolane teria ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo apontada pelos promotores como participante do esquema investigado.
A denúncia contra Deolane foi oferecida pelo promotor Lincoln Gakiya no último dia 10.
Além dela, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa; seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer, considerado operador financeiro do PCC, foram denunciados.
Segundo a denúncia, a influenciadora teria recebido valores considerados ilícitos pelos investigadores, provenientes da Transportadora Lado a Lado, empresa apontada pelo Ministério Público como utilizada em benefício do PCC.
As apurações indicam que uma conta bancária vinculada à advogada foi usada para receber depósitos fracionados supostamente originados da empresa, por determinação de Everton de Souza, citado na investigação como um dos envolvidos no esquema.
Ainda de acordo com a investigação, áudios encaminhados a uma diarista mostram que Deolane Bezerra teria guardado valores atribuídos ao PCC em imóveis ligados a ela e a seus filhos.
O material também sustenta que a advogada teria conhecimento de um suposto plano de reestruturação financeira das empresas utilizadas pela organização criminosa, que incluiria a transferência de recursos para fundos sediados em Dubai.
De acordo com o Ministério Público, a estratégia teria como objetivo facilitar a lavagem de dinheiro em âmbito internacional.
Os advogados de Deolane sustentam que não existem requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva.
A defesa argumenta que não há risco concreto à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, além de afirmar que todas as provas relevantes para a investigação já estão sob posse das autoridades responsáveis pelo caso.
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