Polícia

Mapa do crime mostra ruas e regiões com mais roubos em São Paulo

Mapa do crime
Estudo identifica concentração de crimes em poucos pontos da cidade e avanço de roubos rápidos contra motoristas e pedestres  |   BNews SP - Divulgação Mapa do crime - Reprodução: Freepik / nensuria
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 26/04/2026, às 09h14



Um levantamento recente sobre criminalidade na cidade de São Paulo mostra que os roubos estão cada vez mais concentrados em áreas específicas da capital, formando pontos considerados críticos para a segurança pública.

Informações divulgadas pelo Portal O Globo indicam que determinadas ruas e avenidas com grande circulação de pessoas e veículos passaram a registrar altos volumes de ocorrências, principalmente relacionadas ao roubo de celulares, veículos e ataques conhecidos como quebra-vidro.

Ruas e avenidas com maior número de roubos se espalham por diferentes regiões

Dados reunidos pelo Portal O Globo mostram que a criminalidade na capital paulista apresenta forte concentração geográfica, com grande parte dos roubos ocorrendo em corredores viários estratégicos e áreas com intenso movimento urbano. Esse padrão tem sido observado tanto em regiões centrais quanto em bairros das zonas sul, norte e oeste.

Entre os pontos com maior número de registros aparece a Avenida do Estado, uma das principais ligações entre o centro e cidades do ABC paulista. O fluxo constante de veículos e os congestionamentos frequentes tornam o local vulnerável a ataques rápidos contra motoristas. A Marginal Tietê e a Marginal Pinheiros também figuram entre os locais com ocorrências recorrentes, principalmente nos horários de pico.

Na zona sul, a Estrada do M’Boi Mirim e a Estrada de Itapecerica aparecem entre as vias com maior número de registros de roubos de veículos e assaltos a pedestres. O levantamento aponta ainda ocorrências frequentes em bairros como Santo Amaro, Campo Limpo, Capão Redondo e Jardim Ângela, regiões marcadas por grande densidade populacional e intensa circulação diária.

Outras áreas destacadas incluem a Avenida Interlagos, a Avenida Cupecê e a região do Grajaú, onde há registros constantes de crimes contra motoristas e passageiros. Informações publicadas pelo Portal O Globo também indicam que a Avenida Aricanduva e a Radial Leste, na zona leste, aparecem entre os pontos com maior número de ocorrências relacionadas ao roubo de celulares.

Na zona norte, o entorno do Estádio do Canindé, a região da Vila Guilherme e áreas próximas ao Terminal Rodoviário do Tietê estão entre os locais com maior incidência de crimes, especialmente em dias de eventos ou grande circulação de pessoas. A Avenida Cruzeiro do Sul e a região de Santana também aparecem com registros frequentes.

Na região central, vias como a Avenida Rio Branco, a Avenida São João e a Avenida Ipiranga continuam figurando entre os endereços com maior número de roubos. O levantamento também aponta ocorrências em áreas comerciais movimentadas, como a Rua 25 de Março e a região da Sé.

Na zona oeste, bairros como Pinheiros, Butantã e Lapa aparecem entre os locais com registros recorrentes. A região conhecida como Baixo Pinheiros concentra diversos roubos em um espaço reduzido, especialmente durante a noite e nos fins de semana, quando há maior movimentação em bares e restaurantes.

Mudança no perfil dos crimes e avanço dos ataques rápidos contra motoristas

As informações compiladas pelo Portal O Globo indicam que houve uma mudança significativa no modo de atuação dos criminosos nos últimos anos. Grupos organizados passaram a priorizar ações rápidas, aproveitando momentos de trânsito lento para abordar motoristas e retirar objetos de valor em poucos segundos.

Esse tipo de crime, popularmente chamado de quebra-vidro, consiste em quebrar o vidro do veículo e retirar celulares, bolsas ou outros itens antes que a vítima consiga reagir. A estratégia tem se tornado comum porque reduz o tempo de exposição dos criminosos e facilita a fuga, muitas vezes realizada com o uso de motocicletas.

Relatos reunidos pelo Portal O Globo mostram que muitos desses roubos estão ligados a fraudes financeiras. Após o crime, os celulares são levados para locais utilizados como bases operacionais, onde criminosos tentam acessar aplicativos bancários e realizar transferências de dinheiro. Em alguns casos investigados, as vítimas registraram prejuízos financeiros elevados.

O levantamento também indica que os horários das ocorrências mudaram ao longo do tempo. Atualmente, muitos roubos acontecem no fim da tarde e início da noite, quando o trânsito intenso e a movimentação urbana criam condições favoráveis para a ação rápida dos criminosos.

Governo intensifica operações e medidas contra o crime de quebra-vidro

Diante do aumento desse tipo de ocorrência, o governo estadual e as forças de segurança passaram a adotar medidas específicas para combater os crimes conhecidos como quebra-vidro. Entre as ações implementadas estão operações policiais direcionadas a áreas com maior incidência de roubos e o uso de tecnologia para identificar padrões de atuação das quadrilhas.

Informações divulgadas por autoridades de segurança indicam que operações especiais têm sido realizadas em pontos estratégicos da capital, com reforço no patrulhamento, bloqueios policiais e monitoramento por câmeras e drones. As equipes também passaram a atuar com base em dados de inteligência, analisando registros criminais e identificando regiões com maior risco de ocorrência.

Outra frente de atuação envolve a repressão à receptação de celulares roubados e o rastreamento de redes criminosas responsáveis por fraudes financeiras. Investigações têm buscado desarticular grupos organizados que atuam de forma estruturada, desde o roubo até a utilização dos aparelhos para movimentações bancárias ilegais.

Autoridades afirmam que as ações continuarão concentradas em corredores viários e regiões com maior número de registros, com o objetivo de reduzir a incidência dos crimes e aumentar a sensação de segurança da população.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp