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Master financiou empresa que planejava reformar estádio do Canindé em SP

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O Banco Master teria chegado a emprestar R$ 600 milhões para a Revee, concessionária que pretendia reformar estádio do Canindé, no centro de SP  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Portuguesa
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 19/07/2026, às 09h19



A empresa Revee Real State, uma das responsáveis pelo projeto da SAF da Portuguesa e pela prometida reforma do Estádio do Canindé, recebeu um empréstimo de R$ 458 milhões do Banco Master.

A informação consta em documentos apresentados à Justiça pelo liquidante da instituição financeira, que investiga supostos desvios de recursos envolvendo a família do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o portal Metrópoles, o crédito foi concedido em março de 2024 e, posteriormente, cedido a um fundo de investimento por R$ 600 milhões.

A operação integra um conjunto de empréstimos que agora é alvo de investigação judicial.

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Empréstimo faz parte de investigação sobre o Banco Master

De acordo com a planilha entregue à Justiça, a Revee contratou o financiamento em 22 de março de 2024, com vencimento previsto para 2029.

Em agosto de 2025, o direito de receber o pagamento da dívida foi transferido ao fundo Máxima FIM Crédito Privado 2 por R$ 600 milhões.

A operação fazia parte de um pacote de cinco Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), que somavam cerca de R$ 2,9 bilhões.

Segundo o liquidante do Banco Master, o esquema teria sido utilizado para retirar recursos da instituição e repassá-los a integrantes da família Vorcaro. As suspeitas são analisadas pela Justiça.

Dias após a operação, a Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto, que teve entre os principais alvos o empresário João Carlos Mansur, então presidente do conselho de administração da Revee e controlador da gestora Reag.

Empresa prometia reformar o Canindé e administrar arenas

A Revee ganhou projeção ao integrar o projeto da SAF da Portuguesa. Pelo acordo, a empresa ficaria responsável pela modernização do Estádio do Canindé, com a promessa de transformá-lo em uma arena para 50 mil espectadores.

A companhia também anunciou planos para construir uma arena multiuso no Anhembi, em parceria com a GL Events, em um investimento estimado em R$ 500 milhões. Somados, os dois projetos ultrapassavam R$ 1 bilhão.

Além disso, a empresa chegou a negociar a compra de participações em arenas como a Fonte Nova, em Salvador, e a Arena das Dunas, em Natal.

Após a Operação Carbono Oculto, no entanto, a Revee passou a enfrentar dificuldades. O CEO Luis Davantel e outros executivos deixaram a empresa, enquanto as ações da companhia na B3 perderam grande parte do valor.

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