Polícia

Mensagem com ameaça antecedeu ataque a cabeleireiro em salão de São Paulo; veja o que ela disse

Foto: Reprodução/Instagram
Advogada afirma que cliente enviou mensagens ameaçadoras antes do ataque em São Paulo.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

[email protected]

Publicado em 08/05/2026, às 09h27



A defesa do cabeleireiro Eduardo Ferrari afirmou que a cliente acusada de esfaqueá-lo em um salão na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, já havia enviado mensagens com ofensas homofóbicas e ameaças antes da agressão.

Segundo a advogada Quécia Montino, os prints das conversas por WhatsApp foram anexados a uma representação criminal que busca solicitar ao Ministério Público a denúncia de Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, por homofobia.

De acordo com a defesa, houve premeditação no caso. A cliente teria ido ao salão levando uma faca na bolsa e já havia demonstrado, nas mensagens, a intenção de ferir Eduardo, segundo o Uol.

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Conversas e acusações

Nas mensagens apresentadas, Laís reclamava do resultado do procedimento estético e dizia que o cabeleireiro teria cortado seu cabelo sem autorização. Ela afirmava que a franja havia ficado “picotada” e exigia uma solução imediata.

Em um dos trechos, além de ofensas homofóbicas, a cliente escreveu que tinha vontade de ir até o local e “colocar fogo” no cabeleireiro, segundo a defesa.

O salão respondeu informando que estava disposto a avaliar a reclamação, mas que não daria continuidade ao atendimento diante das ofensas direcionadas aos profissionais da equipe.

Mesmo assim, Laís voltou a responsabilizar Eduardo pelo resultado e insistiu no pedido de devolução do valor pago pelo serviço.

Defesa questiona versão da cliente

A advogada de Eduardo também negou que ele tenha cortado o cabelo da cliente. Segundo ela, Laís procurou o salão para ficar loira, mas foi avisada de que isso não seria possível naquele momento por conta da base escura dos fios.

Ela teria aceitado realizar apenas mechas. A defesa afirmou que Eduardo sugeriu outros tratamentos e corte, mas a cliente recusou por questões financeiras.

Ainda segundo Quécia, Laís deixou o salão satisfeita e chegou a usar uma foto do resultado como imagem de perfil no Instagram. As reclamações teriam começado dias depois, com mensagens ofensivas e cobranças.

Registro e investigação

A defesa informou que pretende protocolar a representação criminal no Ministério Público e também questiona o enquadramento inicial do caso como lesão corporal leve.

Para a advogada, os fatos podem indicar tentativa de homicídio, e a intenção é atuar como assistente de acusação no processo.

O ataque aconteceu quase um mês após o atendimento, na avenida Marquês de São Vicente. Câmeras de segurança registraram o momento em que Laís entrou no salão, se aproximou de Eduardo e o golpeou pelas costas com uma faca de cozinha. Ele não sofreu ferimentos graves.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp