Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 06/10/2026, às 10h38
O motorista investigado por atropelar Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após apresentar sua versão sobre o caso. Ele não foi preso em flagrante e permanece à disposição das autoridades.
O atropelamento aconteceu na noite de sábado (3), na Avenida 23 de Maio, região central de São Paulo, após uma discussão de trânsito. Carlos desembarcou da própria caminhonete para tirar satisfação com o motorista de um carro que seguia atrás. Durante a confusão, ele foi atingido pelo veículo, caiu e bateu a cabeça, sofrendo ferimentos graves.
Inicialmente, a ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como tentativa de homicídio. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) chegou a informar que o motorista havia deixado o local e estava sendo procurado.
Posteriormente, segundo a defesa, o homem compareceu à delegacia espontaneamente, prestou esclarecimentos e colaborou com a investigação. Os advogados afirmam que ele não teve a intenção de atingir ou matar Carlos.
De acordo com a defesa, o motorista teria deixado o local porque se sentiu ameaçado e queria proteger a esposa, o filho e a si próprio. Os advogados sustentam que essa versão também é confirmada pelos depoimentos de familiares que estavam no veículo.
“Não houve intenção deliberada de atingir ou matar a vítima”, afirmou o advogado Natan Tolintino. Segundo ele, é prematuro afirmar que houve intenção de matar, já que a dinâmica do episódio ainda está sendo investigada.
A defesa afirma que as imagens, a perícia e os demais elementos reunidos pela Polícia Civil deverão ajudar a esclarecer o que aconteceu. Os advogados também manifestaram preocupação com o estado de saúde de Carlos e disseram que o motorista continuará à disposição das autoridades.
Segundo informações do 78º Distrito Policial (Jardins), Carlos desceu da caminhonete após a discussão de trânsito. A versão registrada inicialmente pela polícia aponta que o motorista teria avançado com o carro contra ele de maneira deliberada.
O momento do atropelamento foi gravado por uma pessoa que estava atrás dos veículos. Duas testemunhas também teriam presenciado a discussão. A gravação permitiu que os investigadores identificassem a placa do automóvel envolvido.
Carlos foi levado ao hospital após o atropelamento. Até a última atualização, não haviam sido divulgadas informações sobre seu estado de saúde.
A Polícia Civil continua investigando o caso e deverá esclarecer se o atropelamento foi intencional, conforme apontado no registro inicial, ou se ocorreu durante uma tentativa do motorista de deixar o local, como sustenta a defesa.
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso