Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 21/08/2026, às 06h34
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Justiça, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
No pedido, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sustenta que ainda estão presentes os requisitos para a prisão preventiva, principalmente para preservar a ordem pública e garantir a aplicação da lei penal.
De acordo com a denúncia, a organização investigada estaria estruturada em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.
O primeiro seria formado pelo apontado chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. Segundo o MP, Deolane faria parte do núcleo financeiro.
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A Promotoria afirma que a influenciadora seria a "principal integrante" desse grupo e teria atuado na ocultação e dissimulação de recursos de origem supostamente ilícita.
Para os investigadores, o dinheiro teria sido movimentado por meio de contas bancárias ligadas a Deolane e às empresas dela, além de convertido em bens de alto valor.
O Gaeco também citou a situação de dois denunciados, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que permanecem foragidos. Para o Ministério Público, o fato reforça a necessidade da prisão preventiva para assegurar o cumprimento de eventuais decisões judiciais.
A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa destinada a ocultar e dissimular recursos que, segundo o MP, seriam provenientes de atividades ilícitas atribuídas ao PCC.
Documentos fiscais, dados bancários e relatórios técnicos analisados durante a investigação teriam identificado movimentações de grandes quantias e a transformação desses recursos em ativos com aparência de legalidade.
Ainda segundo a acusação, o grupo teria recorrido a empresas de fachada e a pessoas interpostas, os chamados "laranjas", para dificultar a identificação da origem dos valores.
Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou, por unanimidade, um habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane.
Na decisão, a relatora, desembargadora Renata Cantello, considerou que os argumentos apresentados pela defesa e em relatório da OAB-SP não demonstravam ilegalidade na prisão preventiva nem justificavam a substituição da medida por prisão domiciliar.
A magistrada também ressaltou que Deolane está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a decretação da prisão.
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