Polícia

MP-SP abre inquérito para investigar ataques a jovem morta em rope jump

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O MP irá investigar os comentários misóginos e ataques sofridos na internet por Maria Eduarda Rodrigues, que morreu após salto de rope jump  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 27/06/2026, às 09h31



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) determinou que o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) instaure uma investigação para apurar ataques virtuais e discursos de ódio direcionados a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos.

A jovem faleceu em 13 de junho após ser jogada da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista, durante a prática de rope jump.

A decisão da promotoria atende a uma notícia-crime apresentada pela Bancada Feminista do Psol, que denunciou perfis na rede social X (antigo Twitter) por disseminarem comentários misóginos, discriminatórios e de zombaria após a repercussão do caso.

No despacho emitido pela promotora Ana Maria Aiello Demadis, os episódios foram classificados como de extrema gravidade e enquadrados em indícios de crimes como incitação ao crime, apologia de fato criminoso e vilipêndio de cadáver, conforme o Código Penal Brasileiro.

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Solicitação de dados cadastrais e quebra de sigilo

Para viabilizar a identificação dos autores das mensagens, a representação enviada ao Ministério Público requer que a plataforma de mídia social X forneça uma série de registros técnicos aos investigadores.

O pedido inclui a disponibilização de dados cadastrais dos perfis citados, históricos de registros de conexão (endereços de IP, datas e horários de acesso) e o rastreamento da cadeia de compartilhamentos e interações (reposts) associadas às publicações ofensivas.

O procedimento foi encaminhado com caráter de urgência à Polícia Civil, segundo o Metrópoles.

O objetivo é unificar as informações a inquéritos já existentes ou dar início a uma nova linha de investigação criminal focada tanto na conduta individual dos usuários e na responsabilidade dos representantes da rede social no país em moderar o conteúdo denunciado.

Prisões preventivas e andamento do inquérito principal

No dia do ocorrido, três instrutores responsáveis pelo salto, identificados como Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, foram presos em flagrante.

Os três aparecem em registros de vídeo realizando o procedimento no momento em que a jovem realizou o salto sem os equipamentos de segurança necessários.

A Justiça converteu as detenções em prisões preventivas pelo crime de homicídio com dolo eventual.

Em 20 de junho, a Polícia Civil efetuou a prisão temporária de outros três integrantes vinculados à organização do evento radical: Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antônio Pivetta da Silva e Gabriel Barros Martins.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp