Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 23/10/2026, às 13h20
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu, nesta quinta-feira (22), contra a decisão que determinou a soltura do empresário Ivo Kos, de 48 anos, acusado de agredir e desfigurar o rosto da esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27.
O caso ocorreu em 14 de agosto, no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital paulista, e foi registrado por câmeras de segurança.
Assinado pelos promotores de Justiça Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso, o recurso sustenta que a liberdade do empresário representa risco à integridade da vítima.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o empresário deixou a Penitenciária de Potim II, no interior de São Paulo, na quarta-feira (21), após a Justiça conceder liberdade. A decisão ocorreu depois de um acordo entre o acusado e a vítima para formalizar o divórcio.
Para os promotores, porém, o entendimento firmado na esfera cível não elimina os riscos relacionados ao caso nem afasta a necessidade de manter a prisão preventiva no âmbito criminal.
Na fundamentação do recurso, o Ministério Público afirma que a soltura “oferece perigo de dano concreto” e defende a manutenção da prisão para evitar novos episódios de violência contra a mulher.
Após deixar a unidade prisional, Kos publicou nas redes sociais uma foto ao lado do filho para comemorar a soltura.
O empresário foi preso em flagrante no dia 14 de agosto, data em que ocorreram as agressões. Imagens de câmeras de segurança registraram a violência contra a mulher.
Durante o andamento do processo, o Ministério Público apresentou um aditamento à denúncia para incluir também a acusação de tortura, além dos crimes inicialmente atribuídos ao empresário, segundo o UOL.
O recurso contra a decisão que concedeu a liberdade aguarda nova análise do Judiciário paulista.
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