Polícia
por Andrezza Souza
Publicado em 05/11/2026, às 20h40
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o vereador Marcos Aparecido Ferreira (PT), ex-presidente da Câmara de Catanduva, no interior paulista, por lavagem de dinheiro. O filho dele, ex-assessores parlamentares e outras pessoas ligadas ao grupo também foram denunciados. Ao todo, são sete investigados.
A denúncia integra a Operação Rei do Pix, deflagrada em junho de 2026 para apurar o desvio de aproximadamente R$ 3,89 milhões em recursos públicos. Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os desvios teriam ocorrido entre 2023 e 2024, quando Ferreira comandava a Câmara.
A investigação aponta que os valores foram utilizados na abertura de empresas e na compra, construção e reforma de imóveis.
Segundo os promotores, parte dos bens foi registrada em nome de terceiros, embora pertencesse, supostamente, ao vereador.
O dinheiro também teria circulado por meio de depósitos e saques fracionados em espécie, prática conhecida como smurfing. O método consiste em dividir grandes quantias em operações menores para dificultar o rastreamento financeiro.
Na denúncia, o MPSP solicita a perda de bens, empresas e imóveis relacionados aos fatos investigados. O órgão também pede a manutenção das medidas de bloqueio patrimonial autorizadas pela Justiça e a definição de um valor mínimo para reparar os danos.
A reportagem do Metrópoles informou que não conseguiu contato com a defesa do vereador e dos demais denunciados. O espaço permanece aberto para manifestações.
A apresentação da denúncia não significa condenação. Os acusados ainda poderão apresentar suas defesas durante o processo judicial.
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