Polícia
Publicado em 05/06/2026, às 10h20 - Atualizado às 10h22 Tatiana Ribeiro
A nutricionista Jéssica Soares, de 35 anos, usou técnicas de artes marciais para se defender de um estupro. Ela ficou cerca de 13 minutos em luta corporal com um homem que invadiu seu apartamento e tentou atacá-la.
A vítima conta que acordou com barulho na porta do apartamento duplex, localizado no 18º andar de um condomínio, no município de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. O agressor, Wellington de Oliveira Santos, 37 anos, já havia conseguido entrar no imóvel. O confronto físico aconteceu dentro do quarto da nutricionista.
Durante a luta, ela ainda conseguiu pegar o celular e registrar imagens da situação. A vítima resistiu ao ataque utilizando conhecimentos de jiu-jitsu, muay thai e boxe até a chegada da Guarda Civil Metropolitana.
“Na hora, eu só queria saber de me defender. E aí, eu pratiquei muitos anos de boxe, de muay thai. Tenho uma vida muito ativa, eu sou nutricionista. Então, eu vivo esse mundo fitness. Então, tenho muita força e técnica. Não tenho tanta técnica, assim, no jiu-jítsu, foi o jiu-jítsu que me salvou, né? Já fiz aula de defesa pessoal, justamente, aula de como sair de um estupro”, disse em entrevista ao g1.
A luta corporal durou por cerca de 13 minutos. O criminoso desferiu golpes contra a nutricionista, puxou seus cabelos, tentou sufocá-la e a derrubou da escada quando ela tentava escapar.
A vítima conseguiu reverter a situção e imobilizou o agressor com as pernas. Ela deu um mata-leão - e, mesmo assim, ele seguiu com o ataque, tentando estuprá-la. Então, ela decidiu fingir que ia desistir de se debater. "Eu já estava exausta. Pensei que o pior ia acontecer", contou.
Após escapar, Jessica saiu correndo pelo corredor do condomínio e começou a bater na porta da vizinhança. As imagens da câmera de segurança mostram a vítima deixando o apartamento e, logo atrás, o agresor a perseguindo.
Jéssica gritou por socorro. Vizinhos ouviram os apelos e acionaram a Guarda Civil Metropolitana. Os guardas chegaram ao local e algemaram Wellington, que ficou encurralado no apartamento.
A nutricionista relatou que, após o ataque, passou a fazer um acompanhamento psicológico e não consegue mais dormir sem o uso de remédios. Ela também deixou o apartamento invadido.
Ela sofreu ferimentos leves pelo corpo em decorrência da agressão, mas conseguiu impedir que o homem a estuprasse. Em determinado momento, chegou a aplicar um golpe conhecido como "mata-leão" para tentar se desvencilhar do agressor.
"Tem hora que é medo, tem hora que é ódio, tem hora que é força. Mas eu sei que briguei para sobreviver", afirmou.
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