Polícia

Operação Carbono: PGR mantém sem avanço delação de ‘Primo’ e ‘Beto Louco’

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Suspeita de vazamento na Operação Carbono e a fragilidade das provas travam o pedido de delação dos principais alvos da investigação  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 29/01/2026, às 11h58



O pedido de delação premiada apresentado pelos empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva, o ‘Beto Louco’, segue sem avanço na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ambos são apontados como principais alvos da Operação Carbono e estão foragidos.

De acordo com informações apuradas pelo g1, o processo está sob análise da PGR desde outubro do ano passado, sem definição até o momento.

Conteúdo apresentado

O material entregue inclui documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento. Os registros indicariam o repasse de mais de R$ 400 milhões em propinas a autoridades e políticos entre 2022 e 2024.

Os valores teriam como objetivo evitar a cassação de licenças do grupo empresarial, garantir benefícios tributários e facilitar o acesso a instâncias estratégicas da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Ainda segundo a apuração, a documentação também menciona um possível vazamento de informações relacionado à Operação Carbono.

Suspeita de vazamento

No dia da deflagração da operação, a Polícia Federal (PF) conseguiu cumprir apenas seis das 14 ordens de prisão expedidas pela Justiça.

Por conta disso, a cúpula da PF determinou a abertura de um inquérito específico para apurar se houve, enfim, um vazamento prévio das informações.

Caminhos distintos no MP

Enquanto o pedido segue parado na esfera federal, a situação é diferente no Ministério Público de São Paulo (MPSP).

As negociações para um acordo de colaboração premiada estariam em fase avançada, com expectativa de homologação pela Justiça de São Paulo em até 60 dias.

Já na PGR, fontes ouvidas pelo g1 afirmam que os indícios apresentados por ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ foram considerados frágeis para uma delação premiada em nível federal.

Posicionamentos oficiais

A Procuradoria-Geral da República informou que não comenta sobre supostos acordos de colaboração, ressaltando que esses procedimentos são protegidos por sigilo, conforme determina a Lei 12.850/2013.

A defesa de Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva foi procurada pelo g1, mas o veículo não teve respostas.

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