Polícia

Operação combate grupo suspeito de sequestrar e extorquir advogado

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Sete mandados de prisão e 19 de busca foram cumpridos em São Paulo e Santa Catarina, visando desarticular ações do PCC na região  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/MPSP
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 12/08/2026, às 08h31



O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e a Polícia Militar deflagraram, nesta quarta-feira (12), a Operação Patrocínio Fiel para investigar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de envolvimento no sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra um advogado da Baixada Santista.

A operação conta com a participação do 1º, 3º, 4º e 5º Batalhões de Choque da Polícia Militar. Ao todo, foram expedidos mandados contra sete investigados, além de 19 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos alvos da investigação.

As ordens judiciais foram cumpridas em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, no litoral de São Paulo, além de Florianópolis, em Santa Catarina.

Residências investigadas

Entre os locais vistoriados estão residências dos investigados, estabelecimentos comerciais relacionados ao grupo e um imóvel apontado pelos investigadores como o possível local onde o advogado teria sido mantido em cativeiro.

Segundo o MPSP, a operação foi planejada com o objetivo de interromper a atuação dos suspeitos, apontados como integrantes do PCC, além de preservar a integridade da vítima e reunir provas para o avanço das investigações.

O que aponta a investigação


A apuração aponta para a possível participação de integrantes da organização criminosa em uma ação que teria envolvido sequestro, extorsão, tortura e ameaças contra o advogado.

As prisões temporárias determinadas pela Justiça buscam impedir a continuidade das atividades criminosas e contribuir para a identificação de outros envolvidos.

De acordo com as autoridades, a operação também tem como objetivo atingir integrantes considerados lideranças do PCC com atuação na Baixada Santista. A região é apontada pelas forças de segurança como uma área de atuação da organização criminosa.

As investigações continuam sob sigilo para preservar as diligências que ainda estão em andamento. O objetivo é esclarecer a participação individual dos investigados, identificar outros possíveis envolvidos e reunir elementos que possam subsidiar a responsabilização criminal.

Atuação conjunta


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina também participou das diligências realizadas em Florianópolis. A atuação conjunta entre os órgãos dos dois estados permitiu o cumprimento das medidas judiciais em diferentes localidades.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a identidade da vítima, o período em que o suposto sequestro teria ocorrido ou os valores eventualmente exigidos durante a extorsão. Novas informações poderão ser divulgadas após o avanço das investigações.

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