Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 12/08/2026, às 06h40
Seis armas pertencentes ao 27º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (27º BPM/M), localizado na região de Vargem Grande, no extremo sul de São Paulo, desapareceram.
O caso é investigado pela própria Polícia Militar, que instaurou um inquérito para esclarecer quando e como o armamento deixou de estar sob a guarda da corporação.
A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). Segundo a pasta, diligências estão sendo realizadas para localizar as armas e identificar eventuais responsáveis pelo extravio. A investigação também é acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar.
Caso sejam constatadas irregularidades ou participação de agentes públicos ou terceiros no desaparecimento do material, os envolvidos poderão responder nas esferas administrativa e criminal.
Até o momento, a Polícia Militar não divulgou quais são os seis armamentos desaparecidos. Também não foram informados a data em que o sumiço foi constatado, as circunstâncias que levaram à identificação do extravio ou se existe algum suspeito formalmente identificado.
Outra questão ainda não esclarecida pela corporação é se as armas chegaram a sair das dependências do 27º BPM/M ou se o material pode estar em alguma área do próprio batalhão.
As equipes responsáveis pela investigação trabalham para localizar o armamento e reconstruir os procedimentos de controle e armazenamento adotados pela unidade.
O desaparecimento chama atenção porque envolve armas que estavam sob responsabilidade de uma unidade da Polícia Militar. O extravio de armamentos pertencentes ou apreendidos por órgãos de segurança pública pode representar risco, especialmente caso o material seja desviado para organizações criminosas.
O episódio também ocorre após outros casos de desaparecimento de armas que estavam sob responsabilidade de instituições de segurança pública no estado.
Um dos casos de maior repercussão ocorreu em 2023, quando 22 armas desapareceram do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri, na Grande São Paulo. O armamento incluía fuzis e metralhadoras de uso restrito.
As investigações apontaram que as armas teriam sido retiradas do local e posteriormente oferecidas a integrantes do crime organizado. Parte do material teria sido destinada ao Comando Vermelho, do Rio de Janeiro.
Ao longo das investigações, 20 das 22 armas foram recuperadas. Duas, no entanto, nunca foram localizadas. Nove pessoas, entre civis e militares, foram condenadas em decorrência do caso.
Outro episódio veio à tona em fevereiro deste ano, quando foi revelado o desaparecimento de 52 armas do cofre da Delegacia de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
O material era composto por pistolas e revólveres apreendidos em diferentes ocorrências entre 2011 e 2021.
As armas estavam relacionadas a investigações envolvendo criminosos e também policiais que haviam sido alvos de ocorrências. O caso levantou questionamentos sobre os mecanismos de controle, armazenamento e fiscalização de armamentos mantidos sob custódia das forças de segurança.
No caso mais recente, a Polícia Militar afirma que o inquérito está em andamento e que as diligências têm como objetivos localizar as seis armas e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.
A Corregedoria da PM acompanha a apuração para verificar se houve falhas nos procedimentos internos ou eventual participação de agentes. A partir dos resultados da investigação, poderão ser adotadas medidas administrativas e criminais.
Por enquanto, a SSP e a Polícia Militar não divulgaram informações que permitam identificar o tipo, modelo ou calibre das armas desaparecidas.
A corporação também não informou se o armamento estava armazenado em uma área específica do batalhão ou se havia sido utilizado recentemente em alguma atividade operacional.
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