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Operação contra abuso infantil prende mãe por aliciar a filha em Sumaré

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Segundo a Polícia Civil, a suspeita utilizava a própria filha para facilitar os crimes; um homem também foi preso por envolvimento no esquema  |   BNews SP - Divulgação Foto: Freepik
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 29/05/2026, às 18h52



Na manhã desta sexta-feira (29), uma operação da Polícia Civil em Sumaré (SP) revelou detalhes sobre uma rede de exploração sexual infantil no interior paulista.

Segundo as autoridades, uma das suspeitas presas na ação aliciava sexualmente a própria filha. Um homem, apontado como chefe do esquema, também foi detido.

De acordo com o delegado Edson Antônio dos Santos, a estrutura criminosa operava de forma coordenada entre três locais: as residências da investigados e um estabelecimento comercial.

Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP
Foto: Divulgação/Polícia Civil de SP

Dinâmica do crime

Segundo o G1, a mulher usava a própria casa para "preparar" as vítimas. 

"No bar havia o aliciamento, o encontro com os clientes. Então, logo fechados os programas sexuais e a contratação sexual", disse o delegado do caso, Edson Antônio dos Santos.

Após a contratação, os atos eram consumados na residência do homem preso, que cedia o espaço para os crimes.

No decorrer das buscas, os policiais resgataram três adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos.

Nos aparelhos celulares das jovens, as autoridades localizaram vídeos que eram divulgados em aplicativos de mensagem e utilizados como uma espécie de "catálogo de anúncios" para atrair potenciais clientes.

Origem da investigação

A Polícia começou a investigar o caso há cerca de um mês, depois de receber a denúncia da mãe de uma das vítimas.

Após o início do inquérito, outras três jovens procuraram a polícia para relatar abusos semelhantes, o que indica que o número de afetadas pode ser maior.

Agora, as autoridades buscam encontrar outras jovens que podem ter sido exploradas e identificar os indivíduos que pagavam pelos encontros.

O delegado reforçou que a legislação é rigorosa não apenas com quem agencia ou fornece o local, mas também com quem consome a exploração. "O crime é idêntico para quem, em condições de exploração sexual de prostituição, participa do ato", explicou.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Nova Odessa, onde os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.

Classificação Indicativa: Livre

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