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Operação Halteres: Polícia Civil investiga desvio de medicamentos de alto custo em hospital de Santo André

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Esquema usava documentos falsos para retirar somatropina de unidade ligada ao Hospital Mário Covas  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 08/10/2026, às 17h45



A Controladoria Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP) e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quinta-feira (8), a Operação Halteres, que investiga um esquema de desvio de medicamentos de alto custo ligado ao Hospital Mário Covas, em Santo André, no ABC paulista. 

De acordo as investigações, os remédios eram destinados a praticantes de musculação em busca de ganho de massa muscular. As informações são do portal Metrópoles. 

Fraude em farmácia de medicamentos especializados

As investigações apontam que as irregularidades ocorriam na Farmácia de Medicamentos Especializados de Santo André, unidade anexa ao hospital. 

O grupo é suspeito de usar documentação fraudulenta para retirar somatropina, versão sintética do hormônio do crescimento, que tem, entre outras funções, a de estimular o desenvolvimento muscular.

Esse tipo de medicamento é fornecido pela rede pública a pacientes que realmente necessitam do tratamento, como pessoas com deficiência comprovada do hormônio do crescimento. O desvio, portanto, pode ter comprometido o abastecimento de quem depende do remédio por razões de saúde, já que se trata de um produto de custo elevado e distribuição controlada.

Duas pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. O nome da operação faz referência ao público de academia, apontado como destino de parte dos medicamentos.

Prejuízo e suspeita de participação 

Segundo a polícia, o objetivo é apreender documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros que ajudem a identificar todos os envolvidos, esclarecer como funcionava a fraude e dimensionar o prejuízo. 

Os materiais recolhidos passarão por análise para que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelos medicamentos, desde a retirada na farmácia até o destino final.

Até o momento, o dano é estimado em cerca de R$400 mil. Há ainda indícios de participação de funcionários terceirizados ou servidores públicos no esquema, hipótese que será aprofundada ao longo das apurações. Caso seja confirmada, os envolvidos poderão responder nas esferas criminal e administrativa.

As autoridades não detalharam, até o momento, quantas pessoas são alvo da investigação nem por quanto tempo o esquema teria funcionado. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas conforme o avanço da análise dos documentos e dos depoimentos colhidos.

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