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SP: polícia descarta serial killer após corpos serem achados em sacos de lixo

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Sete corpos foram encontrados pela polícia civil em sacos de lixo na capital paulista; investigação não aponta, até o momento, relação entre os casos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/SSP-SP
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 08/10/2026, às 11h10



A Polícia Civil de São Paulo descartou, até o momento, a hipótese de que um serial killer esteja por trás de sete corpos encontrados em diferentes regiões da capital nas últimas semanas.

Os casos chamaram a atenção nas redes sociais depois que cadáveres foram localizados amarrados, enrolados em cobertores ou lençóis e colocados dentro de sacos plásticos.

A semelhança na forma como algumas vítimas foram encontradas alimentou a teoria de que os crimes teriam sido cometidos pela mesma pessoa. Segundo o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), porém, não há evidências que sustentem essa hipótese.

A diretora do departamento, Ivalda Aleixo, afirmou ao Metrópoles que as equipes estão comparando os casos, mas que ainda não foram identificados elementos suficientes para estabelecer uma conexão entre os homicídios.

“Nas últimas semanas, diferentes homicídios foram reunidos nas redes sociais porque alguns corpos foram encontrados amarrados e cobertos ou dentro de sacos plásticos. E a imagem é mesmo impactante.”

Polícia explica por que corpos foram encontrados embalados

Segundo Ivalda, o uso de sacos plásticos, cobertores, lençóis e outros materiais para ocultar cadáveres não é, por si só, um indicativo de que os crimes tenham sido cometidos pelo mesmo autor.

A diretora explicou que esse tipo de recurso pode ser utilizado por criminosos para facilitar o transporte dos corpos, esconder as vítimas e dificultar sua localização ou identificação.

O DHPP mantém uma equipe de perfilamento analisando os homicídios e verificando possíveis conexões, inclusive relacionadas à localização dos crimes.

“O núcleo de perfilamento do DHPP já está atuando, comparando os casos, testando possíveis conexões geográficas inclusive. Mas não existe nada até o momento que nos leve para esse caminho.”

Ivalda também fez um alerta sobre a disseminação da teoria nas redes sociais.

“Não transformem crimes reais em uma série de terror antes que se tenha o mínimo de provas. Boatos provocam medo e também atingem as famílias que ainda aguardam respostas.”

Sete corpos foram encontrados em diferentes regiões

Os casos que passaram a ser relacionados pelos usuários das redes sociais ocorreram entre 5 de setembro e 2 de outubro, em bairros das zonas Sul, Leste e Norte da capital.

Confira:

  • 5 de setembro: um corpo foi encontrado amarrado e colocado em um saco plástico na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, Zona Sul.
  • 10 de setembro: um cadáver foi localizado enrolado em um cobertor e dentro de um saco plástico na Vila Chuca, Zona Leste.
  • 10 de setembro: outro corpo foi encontrado no bairro Colônia, também na Zona Leste, amarrado e enrolado em um cobertor, com a cabeça coberta por sacos plásticos.
  • 19 de setembro: um corpo esquartejado e dividido em sacolas plásticas foi encontrado na Rua Antônio Nascente, no Jaçanã, Zona Norte.
  • 25 de setembro: um cadáver enrolado em um lençol foi abandonado em uma via pública da Vila Andrade, Zona Sul.
  • 27 de setembro: uma cabeça foi encontrada na Avenida Guido Caloi, no Jardim São Luís. Cerca de 21 quilômetros depois, em Itapecerica da Serra, foi localizado o restante do corpo, enrolado em um lençol.
  • 2 de outubro: um corpo foi encontrado dentro de um saco plástico e abandonado em uma ciclovia do Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste.

Polícia investiga possível relação com facções

Apesar de a hipótese de um serial killer ter ganhado força nas redes sociais, a Polícia Civil já havia apontado outra possibilidade para parte dos casos: uma eventual relação com o chamado “tribunal do crime”, associado à atuação de facções criminosas.

Essa linha de investigação considera a possibilidade de que determinados homicídios tenham sido praticados por integrantes de organizações criminosas em circunstâncias relacionadas a disputas ou punições internas.

A Polícia Civil, no entanto, ainda não estabeleceu uma ligação entre os sete casos. As equipes continuam analisando as circunstâncias de cada morte, incluindo locais, dinâmica dos crimes, características das vítimas e possíveis conexões geográficas.

Por enquanto, portanto, não há confirmação de que os sete homicídios tenham sido praticados pela mesma pessoa ou pelo mesmo grupo. A investigação permanece em andamento, enquanto o DHPP tenta separar coincidências de elementos que possam efetivamente conectar os casos.

Classificação Indicativa: Livre

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