Polícia

Operação prende libaneses acusados de lavar dinheiro para facções criminosas em SP

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Os irmãos Zayoun são apontados como líderes da lavagem de dinheiro para facções na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 15/07/2026, às 11h18 - Atualizado às 11h41



Quatro libaneses foram presos em São Paulo durante a Operação Hawala, deflagrada nesta quarta-feira (15) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do estado (MPRJ), por suspeita de liderar um grupo investigado por prestar serviços às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV).

Segundo as investigações, o grupo pode ter lavado mais de R$ 100 milhões em dinheiro oriundo do tráfico de drogas utilizando lojas de venda de celulares e outros produtos irregulares localizadas na região da central da capital paulista.

Ação policial em vários estados


A ação policial foi realizada no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu, no Paraná.

A Justiça expediu 10 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão contra os investigados. Além disso, medidas de bloqueio de ativos financeiros, indisponibilidade de bens e participações societárias foram determinadas nas ordens judiciais.

Irmãos envolvidos

Em São Paulo, três irmãos de origem libanesa são, conforme a polícia, apontados como os responsáveis por lavar dinheiro para as facções na Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina). São eles: Reda Zayoun, Yasser Zayoun e Kassem Zayoun.

O quarto preso é Ali Alfakih, cuja participação ainda não foi esclarecida pela polícia.
Durante as investigações, a polícia identificou que o grupo é ligado a um indivíduo sancionado pelo governo dos Estados Unidos.

Autoridades norte-americanas apontam tal pessoa como a responsável pela estrutura de financiamento da Al-Qaeda. A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura a ligação da organização terrorista com as facções brasileiras.

Rastreamento de recursos

O grupo investigado usava diferentes mecanismos para dificultar o rastreamento dos recursos. Entre eles, a criação de empresas de fachada, transferências sucessivas entre pessoas jurídicas, depósitos fracionados em dinheiro, utilização de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

A análise das operações financeiras contou com o apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que identificou indícios de incompatibilidade entre a movimentação das empresas e suas atividades econômicas.

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