Polícia
A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Refúgio Violado, direcionada a desarticular uma organização criminosa especializada em roubos a residências, com atuação concentrada no interior paulista.
O Departamento Estadual de Investigações Criminais executou 14 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão, focando principalmente no núcleo do grupo, localizado em Paraisópolis, zona sul da capital.
A ação teve como objetivo principal interromper a sequência de crimes violentos praticados pelo grupo, segundo a Agência SP.
Segundo apurações, os criminosos se deslocavam a cidades menores, incluindo Amparo e outras do Circuito das Águas Paulista, na Serra da Mantiqueira, para cometer os assaltos. As residências selecionadas ficavam próximas a áreas rurais, permitindo acesso discreto por trilhas e matas.
As invasões ocorriam, em sua maioria, durante a madrugada, e os suspeitos permaneciam nas casas por horas. Armados com fuzis e outras armas pesadas, agiam com violência intensa, mantendo famílias sob grave ameaça.
Além disso, parte dos integrantes do grupo é investigada por participação em roubos a farmácias na capital paulista, especialmente em regiões próximas a Paraisópolis. O padrão de violência e organização indica planejamento detalhado e atuação coordenada entre os membros da quadrilha.
A operação foi conduzida pela 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat). As equipes policiais identificaram a logística do grupo, mapeando trajetos e métodos de abordagem, garantindo cumprimento dos mandados com segurança.
O trabalho de inteligência possibilitou localizar pontos estratégicos utilizados pelo grupo, interrompendo sua atuação e prevenindo novos crimes. Os mandados de busca e prisão foram cumpridos em residências e locais vinculados aos suspeitos, assegurando a coleta de provas importantes.
A operação permanece em andamento, com a Polícia Civil monitorando desdobramentos e analisando materiais apreendidos. As autoridades reforçam que novas prisões podem ocorrer à medida que a investigação avança, visando a completa desarticulação da quadrilha.
O Deic e a Polícia Civil seguem atuando para mapear todos os envolvidos e reunir elementos que fortaleçam a responsabilização criminal. A estratégia inclui tanto o rastreamento dos crimes quanto a prevenção de ações futuras do grupo.
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