Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 21/05/2026, às 15h51
O cenário de segurança digital no Brasil passa por mudanças importantes com o endurecimento das penas para crimes cometidos no ambiente virtual.
A discussão, que antes focava apenas na punição dos criminosos, agora avança sobre a responsabilidade das plataformas digitais, que servem de vitrine para a circulação de anúncios fraudulentos e golpes financeiros.
Os especialistas Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes, do UOL, descrevem o momento atual como uma verdadeira "epidemia" de fraudes.
Os métodos estão cada vez mais sofisticados, englobando desde as tradicionais ligações telefônicas e e-mails falsos até a clonagem de aplicativos de mensagens e a criação de sites que mimetizam perfeitamente instituições bancárias ou grandes redes de varejo.
Além das mudanças legislativas que visam punir com maior rigor os infratores, o foco da segurança digital tem se voltado para a proteção individual.
A proteção da identidade digital é essencial para evitar prejuízos financeiros e a exposição indevida de informações sensoriais e pessoais.
Evite compartilhar informações sensíveis, como CPF ou endereços, em perfis abertos ou formulários de procedência duvidosa.
Configure senhas fortes de bloqueio de tela e utilize a função de "limpeza remota" disponível em sistemas Android e iOS para apagar dados em caso de roubo.
Ative a verificação em duas etapas em todos os aplicativos, especialmente em bancos e redes sociais, preferindo chaves de segurança ou aplicativos de autenticação em vez de SMS.
Ajuste os valores máximos para transferências e Pix, reduzindo os limites durante o período noturno para mitigar perdas em situações de coação.
Em caso de golpe, registre capturas de tela (prints) de todas as conversas, comprovantes de transação e links utilizados pelos criminosos.
Elabore um Boletim de Ocorrência (que pode ser feito online) e comunique imediatamente as instituições financeiras e a operadora de telefonia.
Utilize as provas coletadas para solicitar o bloqueio de contas receptoras junto aos bancos e, se necessário, acione os canais de suporte das plataformas digitais onde a fraude ocorreu.
Especialistas também defendem que, para frear a disseminação de sites e perfis falsos, é necessário um esforço conjunto entre o endurecimento das leis criminais e a implementação de tecnologias de detecção mais ágeis por parte das redes sociais e buscadores.
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