Polícia

Perícia recupera mensagens apagadas no caso da PM Gisele

Foto: Reprodução/Instagram
Perícia recupera mensagens apagadas no celular da PM Gisele e conversas reveladas levantam dúvidas sobre a versão apresentada do caso  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

[email protected]

Publicado em 26/03/2026, às 19h00



A recuperação das últimas mensagens enviadas pela soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana trouxe novos elementos para a investigação sobre sua morte, ocorrida em fevereiro.

O caso, que desde o início levantou suspeitas, ganhou um novo rumo após uma perícia técnica identificar conversas que haviam sido apagadas do celular da vítima.

Foto: Reprodução/Policia Civil
Mensagens recuperadas pela perícia no celular de Gisele podem ajudar a esclarecer o que aconteceu antes da morte da policial/Foto: Reprodução/Policia Civil

Perícia recupera conversas apagadas

Segundo o Metrópoles, de acordo com os investigadores, as mensagens trocadas entre Gisele e o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, foram recuperadas após uma análise detalhada no celular da policial.

Utilizando procedimentos técnicos, os peritos conseguiram acessar conteúdos que haviam sido deletados do aparelho.

O material recuperado levantou novas suspeitas dentro da investigação, principalmente porque as conversas teriam sido excluídas pouco depois do disparo que causou a morte da soldado.

Para a polícia, isso pode indicar uma tentativa de ocultar informações importantes sobre o que aconteceu antes do crime.

Mensagens mostram desgaste no relacionamento

A versão apresentada inicialmente pelo oficial apontava que Gisele teria tirado a própria vida após não aceitar o fim do casamento. No entanto, as mensagens recuperadas indicam um cenário diferente.

Nos diálogos, enviados na noite anterior à morte, a policial demonstra estar consciente sobre o término do relacionamento.

Em uma das mensagens, ela afirma que o marido confundia carinho com autoridade e amor com submissão, indicando um desgaste profundo dentro da relação.

Além disso, Gisele deixa claro que aceitava a separação e que não pretendia disputar bens ou qualquer patrimônio. Para os investigadores, o conteúdo mostra que a policial estava decidida a seguir com o divórcio.

Celular foi acessado após o disparo

Outro detalhe que chamou a atenção da investigação foi o momento em que o celular da vítima foi desbloqueado. Segundo a análise técnica, o aparelho foi acessado poucos minutos depois do tiro que matou a policial.

Para a Polícia Civil, esse pode ter sido o momento em que as mensagens foram apagadas. A investigação continua analisando os dados recuperados para entender exatamente o que aconteceu nas horas que antecederam a morte de Gisele.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp