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Caso Gisele: mensagens revelam humilhações antes de PM ser morta

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Caso Gisele ganha novos detalhes após mensagens revelam humilhações e violência psicológica no relacionamento da PM com o marido  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/ Instagram
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 18/03/2026, às 13h31



Novos elementos da investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana indicam que o relacionamento com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, era marcado por conflitos e episódios de humilhação.

O oficial foi preso nesta quarta-feira (18) após decisão da Justiça Militar e é investigado pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

A prisão ocorreu em São José dos Campos, no interior de São Paulo, após a Justiça Militar decretar a prisão preventiva do oficial no âmbito das investigações sobre a morte da soldado.

Durante a apuração do caso, a Corregedoria da Polícia Militar também teve acesso a mensagens trocadas entre o casal.

O conteúdo passou a integrar o inquérito e ajudou a reforçar a linha de investigação sobre um ambiente de desrespeito e controle dentro do relacionamento

Segundo as informações do G1, nas conversas , a soldado relata que era alvo frequente de críticas e comentários ofensivos do marido.

Em algumas mensagens, ela afirma que era chamada de “burra” e reclamava de piadas feitas para humilhá-la durante discussões.

Gisele também demonstrava incômodo com atitudes do marido no ambiente profissional.

Em diálogos, ela relata que o tenente-coronel aparecia na seção onde ela trabalhava e permanecia observando suas atividades por longos períodos, o que aumentava o clima de tensão entre os dois.

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Tenente-coronel foi preso após avanço das investigações sobre a morte da PM Gisele Alves; mensagens do casal passaram a integrar o inquérito / Foto: Reprodução

Mensagens indicam comportamento ofensivo

Outro ponto destacado pela investigação são declarações atribuídas ao oficial com conteúdo considerado machista.

Em uma das conversas, ele afirma que “lugar de mulher é em casa, cuidando do marido”, criticando a atuação da esposa fora do ambiente doméstico.

Para a Corregedoria da Polícia Militar, o teor das mensagens aponta indícios de violência psicológica e de uma dinâmica de relacionamento marcada por controle e desqualificação da autonomia da soldado.

Investigação aponta inconsistências na versão inicial

Gisele Alves Santana morreu no dia 18 de fevereiro após ser atingida por um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia com o marido, na região central de São Paulo.

Inicialmente, o tenente-coronel afirmou que a esposa teria tirado a própria vida após uma discussão. No entanto, laudos periciais e o avanço das investigações levaram a Polícia Civil a tratar o caso como feminicídio.

O oficial foi indiciado também por fraude processual, sob suspeita de ter alterado elementos da cena do crime. A defesa contesta a prisão e afirma que pretende questionar a decisão da Justiça Militar.

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