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PF de SP prende quadrilha que simulava roubos em encomendas dos Correios

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O grupo criminoso mantinha um esquema de fraudes que simulava furtos em entregas feitas pelos Correios; funcionários da estatal estariam envolvidos  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/PF
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 04/08/2026, às 13h20



A Polícia Federal de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Tabellari para desarticular um esquema criminoso que simulava furtos e roubos de encomendas dos Correios com o objetivo de obter indenizações indevidas por meio de seguros.

Segundo a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada, dados pessoais de terceiros e contava com a participação de funcionários da estatal para aplicar as fraudes.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, três deles contra empregados dos Correios, além de 10 mandados de busca e apreensão.

Cerca de 50 policiais federais participaram da operação, que contou com o apoio da área de segurança da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

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Investigação aponta participação de funcionários dos Correios

De acordo com o g1, os investigados utilizavam dados pessoais de terceiros para comprar produtos em plataformas de comércio eletrônico. As mercadorias eram enviadas para destinatários fictícios por meio de empresas de fachada.

Durante a entrega, empregados públicos envolvidos no esquema simulavam furtos e roubos das encomendas para justificar o acionamento de seguros previamente contratados.

Com isso, o grupo obtinha indenizações de forma fraudulenta, causando prejuízo aos Correios.

As investigações apontam que a organização estruturou o esquema para dar aparência de legalidade às operações, utilizando diferentes empresas e identidades para dificultar a identificação das fraudes.

Crimes investigados preveem penas de até 12 anos de prisão

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por associação criminosa, cuja pena varia de um a três anos de prisão; peculato, com pena de dois a 12 anos e multa; estelionato, que prevê reclusão de um a cinco anos e multa; e receptação, cuja pena varia de um a quatro anos de prisão e multa.

A corporação informou que as diligências têm como objetivo reunir novas provas, identificar todos os envolvidos e aprofundar as investigações sobre o funcionamento do esquema e o prejuízo causado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

A Operação Tabellari segue em andamento.

Classificação Indicativa: Livre

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