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PF desmantela esquema transnacional que lavou R$ 1 bilhão do tráfico; veja

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A operação da PF contou com o apoio de forças policiais de São Paulo; o esquema transnacional exportava entorpecentes e lavava o dinheiro do tráfico  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 23/07/2026, às 13h35



A Polícia Militar de São Paulo e a Polícia Federal deflagraram, nesta quinta-feira (23), a Operação Commodity, que desarticulou uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A Justiça determinou o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas até o limite de R$ 1 bilhão.

A ação mobiliza equipes da Rota e do 3º Batalhão de Polícia de Choque "Humaitá", que prestam apoio no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades paulistas e em outros três estados.

Foto: Divulgação/Polícia Federal
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Esquema atuava em diversos países

Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.

No território paulista, os alvos estão localizados na capital, na Grande São Paulo, no interior e no litoral.

Segundo a Polícia Federal, o grupo mantinha uma estrutura logística para exportar cocaína por via marítima da América do Sul para a Europa, com atuação também na Ásia.

Desde 2021, a organização é suspeita de enviar cerca de 6,5 toneladas da droga para países europeus.

As investigações apontam que os criminosos escondiam os entorpecentes em cargas de café, cimento e argamassa.

Em alguns casos, a cocaína era adulterada quimicamente e diluída em garrafas de refrigerante para tentar escapar da fiscalização alfandegária.

Lavagem de dinheiro e empresas de fachada

Além do tráfico internacional, a investigação identificou um esquema de lavagem de dinheiro para ocultar os lucros obtidos com o crime.

De acordo com a Polícia Militar, a organização movimentava valores bilionários por meio de empresas de fachada, emissão de notas fiscais falsas, criptoativos, holdings, imóveis de alto padrão e bens de luxo.

Os investigados poderão responder por organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas, lavagem de capitais e outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das investigações.

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