Polícia

PM investiga policiais por envolvimento com empresa ligada a facção em SP

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Apuração aponta que policiais militares teriam feito segurança pessoal e patrimonial de empresa investigada de 2020 a 2024  |   BNews SP - Divulgação Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 04/02/2026, às 11h58



Nesta quarta-feira (4), a Corregedoria da Polícia Militar deflagrou uma operação para investigar a suposta participação de policiais militares em serviços de segurança privada prestados a uma empresa de ônibus ligada, segundo as apurações, a uma facção criminosa que atua na capital paulista.

No total, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três de prisão. As informações são da Agência SP.

Origem da investigação

A investigação é resultado de uma apuração aberta após o compartilhamento de provas obtidas em um processo que investiga crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, em tramitação na 2ª Vara de Crimes Tributários e Organização Criminosa da Capital.

De acordo com as descobertas, policiais militares teriam atuado, entre 2020 e 2024, na segurança pessoal e patrimonial do proprietário da empresa investigada, prática que viola normas internas.

Policial militar de farda
Apuração aponta que policiais militares teriam feito segurança pessoal e patrimonial de empresa investigada nos últimos anos (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Desdobramentos da Operação Fim da Linha

As suspeitas surgiram a partir de novos elementos levantados na Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, em parceria com a Polícia Militar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.

Essa operação identificou duas empresas de ônibus utilizadas para a lavagem de recursos vindos de atividades ilícitas ligadas a uma facção criminosa envolvida em tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

Transporte público sob suspeita

Apesar de movimentarem milhões de passageiros diariamente na capital paulista, as concessionárias investigadas mantinham práticas irregulares que passaram despercebidas por anos, segundo os investigadores.

A análise do material reunido também aponta a participação direta de policiais militares na gestão e na execução da segurança dessas empresas, além da proteção pessoal de indivíduos apontados como integrantes da facção criminosa e alvos centrais da Operação Fim da Linha.

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