Polícia
A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta segunda-feira (9), uma operação contra uma quadrilha especializada em roubos a residências na capital paulista.
A ação ocorreu na comunidade de Paraisópolis, na zona sul, e resultou na prisão de três homens apontados como integrantes de uma organização criminosa que atuava principalmente em bairros nobres da cidade.
A ofensiva foi conduzida por agentes da 4ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios e Residências (Disccpat), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Segundo a polícia, os presos fazem parte do grupo comandado por um criminoso detido em setembro do ano passado, considerado um dos maiores ladrões de residências do estado de São Paulo, como citado pela Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.
Durante a operação, dois dos suspeitos estavam armados no momento da abordagem. Um deles já era procurado pela Justiça.
Além das prisões, os policiais apreenderam dois veículos e uma motocicleta, utilizados pela quadrilha para o deslocamento e a execução dos crimes.
As investigações indicam que o bando utilizava Paraisópolis como base logística, aproveitando a proximidade da comunidade com regiões de alto padrão, onde os roubos eram praticados.
As apurações vinham sendo conduzidas há meses e reuniram informações sobre o modo de atuação do grupo e a divisão de tarefas entre os integrantes.
A operação contou com o apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Grupo Especial de Reação (GER) e do Serviço Aerotático (SAT), reforçando o cerco policial na região durante o cumprimento dos mandados.
De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), os roubos e furtos a residências caíram 27% em todo o estado de São Paulo no último ano.
Foram registradas cerca de 11,2 mil ocorrências a menos em comparação com 2024. Entre janeiro e dezembro, houve aproximadamente 31 mil crimes, sendo a maioria furtos.
Na capital paulista, a redução também foi significativa: os registros passaram de 5,4 mil para 4,2 mil no mesmo período.
Segundo a SSP, a queda é resultado de investigações contínuas, uso de ferramentas de inteligência e reforço do policiamento em áreas estratégicas, o que tem permitido identificar e prender quadrilhas especializadas nesse tipo de crime.
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