Polícia
por Gabriela Pessanha
Publicado em 27/05/2026, às 19h15
A Polícia Militar de São Paulo realizou na tarde desta quarta-feira (27) a Operação Impacto Força Total, em Pinheiros. O contingente saiu do Largo da Batata às 16h para rondas no bairro.
O objetivo da ação é evitar e combater crimes na região, especialmente roubos com assaltantes em motocicletas.
Em entrevista ao BNews São Paulo, o Tenente Coronel Davi Freixo comenta que a operação só seria encerrada quando a equipe estivesse "satisfeita", sem um horário pré-determinado.
Embora não tenha um ponto de foco definido no bairro, o Coronel explica que existem áreas de "interesse", visando locais de maior circulação das quadrilhas.
Outra tática usada foi o suporte das motocicletas, além das viaturas, para facilitar a captura dos assaltantes.
Na operação desta quarta-feira, o contingente era composto por cerca de 70 policiais da 1° Companhia do 23° Batalhão da Polícia Militar, além do apoio do comando de policiamento de trânsito e de choque.
O Coronel menciona que o comparativo entre os quatro primeiros meses de 2025 e o mesmo período em 2026 mostra queda de 10% em roubos.
Ainda assim, ele afirma que a Polícia Militar não está satisfeita e busca indicadores ainda melhores.
Queremos, com a nossa presença, trazer a sensação de segurança para a população de Pinheiros que requer e merece toda nossa atenção.
Sobre o assalto realizado na região na última madrugada, onde um jovem de 24 anos foi baleado por assaltantes, ele define a ação dos criminosos como "covarde" e afirma que as investigações do caso seguem com objetivo de prender a quadrilha.
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O Coronel explicou que Pinheiros se torna um ponto visado por assaltantes por conta da geografia do local, com convergência de ruas residenciais, e da circulação de pessoas com maior poder aquisitivo.
Ele recomenda que as pessoas evitem utilizar o celular na rua e busquem estabelecimentos comerciais para resguardo na hora de usar o aparelho.
"O celular agrega muito valor, nossa vida está no celular. Então, é preciso tomar cuidado e não ficar disperso", ele explica.
A indicação é manter o celular no bolso e evitar ficar com aparelho à vista para não se tornar um alvo.
O criminoso está esperando essa oportunidade. Quando ele nota isso, vê que não tem carro de polícia por perto e tem uma equipe que está monitorando os arredores, ele vai entrar em ação. Ele atua quando a pessoa está distraída.
Sobre reação das vítimas em abordagens criminosas, o Coronel comenta que, embora exista a possibilidade de ação em legítima defesa, é preciso pensar primeiro na segurança.
"Na maioria das vezes, é de fato melhor que a pessoa não reaja. É preferível ter um seguro, como é feito com os veículos, do que correr risco de morte. Nosso bem mais precioso é a vida", finaliza.
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