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Polícia rastreia R$ 158 milhões ligados ao crime organizado

Polícia atuou no rastreamento de movimentações ilícitas - Foto: Divulgação/Secretaria da Segurança Pública/SP
Polícia de São Paulo rastreou R$ 158 milhões em ativos financeiros ligados ao crime organizado entre janeiro de 2023 e outubro de 2026  |   BNews SP - Divulgação Polícia atuou no rastreamento de movimentações ilícitas - Foto: Divulgação/Secretaria da Segurança Pública/SP
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 30/10/2026, às 07h21



Um levantamento da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) identificou R$ 158 milhões em ativos financeiros ligados ao crime organizado, com atuação da Polícia Civil no rastreamento dos recursos entre 2023 e 2026.

Segundo a pasta, o monitoramento integra as ações de combate às organizações criminosas no estado, com foco no uso da inteligência financeira e na recuperação de ativos.

Do total rastreado, R$ 44,2 milhões foram incorporados às contas do Governo de São Paulo e estão disponíveis para utilização, conforme as regras de destinação dos recursos. Outros R$ 2,4 milhões correspondem a bens que também foram incorporados ao patrimônio público.

Origem dos recursos ilícitos

Recursos provenientes de atividades como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, fraudes financeiras, golpes digitais e corrupção podem ser ocultados por meio desses mecanismos e, posteriormente, inseridos na economia formal.

“Quando retiramos dinheiro dessas organizações, diminuímos sua capacidade de comprar equipamentos, financiar operações e expandir suas atividades”, afirma Lawrence Tanikawa, coordenador do programa Recupera-SP.

O combate à lavagem de dinheiro em São Paulo também conta com a atuação do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), unidade vinculada ao Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol).

O setor utiliza ferramentas e técnicas de análise financeira para identificar movimentações suspeitas e mapear a circulação de recursos de origem ilícita.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, o laboratório identificou R$ 35,6 bilhões em fluxos financeiros ilícitos.

O trabalho busca reunir informações que contribuam para o avanço das investigações, a identificação de envolvidos e o rastreamento de valores associados a atividades criminosas.

A análise de transações financeiras permite identificar operações incompatíveis com a renda declarada por pessoas investigadas, além de possíveis conexões entre empresas, contas bancárias e integrantes de organizações criminosas. Essas informações ajudam a direcionar investigações e a reunir provas sobre a origem e a circulação de recursos ilegais.

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