Polícia
Quatro investigadores da Polícia Civil foram alvo de uma operação da Corregedoria na manhã desta terça-feira (12), suspeitos de extorquir Fábio Oliveira Silva, apontado como integrante da quadrilha responsável pelo sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, em 2004. O caso aconteceu em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Na época, Marina da Silva Souza permaneceu 41 dias em cativeiro em um imóvel na zona norte da capital paulista. Ela foi libertada após o pagamento de resgate. Fábio, atualmente ligado ao tráfico de drogas, decidiu procurar a Corregedoria e denunciar os policiais.
Segundo o relato, ele foi abordado no dia 2 de abril por homens que se apresentaram como policiais civis. Eles teriam entrado em sua casa sem mandado judicial e o levado até a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Carapicuíba, na Grande São Paulo, segundo o Metrópoles.
De acordo com a denúncia, já na sede da Dise, Fábio teria sido ameaçado de prisão caso não pagasse R$ 1 milhão aos agentes. A investigação aponta suspeita de extorsão qualificada e associação criminosa armada.
Os policiais investigados atuam na Dise de Carapicuíba e também no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra. Um deles é considerado antigo na corporação, tem mais de 70 anos e é conhecido pelo apelido de Bateria.
Apesar da gravidade das acusações, os investigados não mantinham padrão de vida de luxo. Ainda assim, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões e autorizou a prisão temporária dos envolvidos, além de mandados de busca e apreensão.
A ação foi batizada de Operação Quina e é conduzida pela Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.
Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam celulares, documentos e outros materiais que agora passarão por análise. O objetivo é aprofundar a apuração sobre o suposto esquema e verificar a participação de outros envolvidos no caso.
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