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Policial foragido teria sequestrado comerciante e família em SP

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O policial Rafael Juergen Schult é investigado por seu possível envolvimento em um sequestro, que também relaciona um traficante na Zona Leste  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 18/08/2026, às 08h39 - Atualizado às 08h39



Um comerciante foi cercado por homens armados, um deles usando uma touca ninja, e colocado à força dentro de um Audi preto na Zona Leste de São Paulo. A vítima estava acompanhada da esposa, do filho recém-nascido e do enteado, de 8 anos.

O episódio ocorreu em 2 de julho e é investigado como uma possível ação atribuída ao policial civil Rafael Juergen Schult, que está foragido após ter a prisão decretada por suspeita de envolvimento no sequestro de um suposto traficante, também na zona leste, na semana passada.

Como aconteceu

Segundo fontes ligadas à investigação, Schult é apontado como possível líder de um grupo armado com características de milícia. A atuação do policial e de pessoas próximas a ele é investigada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil.


Um dos elementos que relacionam os dois casos é o veículo utilizado durante os crimes. Imagens mostram que, próximo ao Audi usado no sequestro do comerciante, aparece um automóvel que, segundo os investigadores, seria uma falsa viatura policial utilizada também no rapto do suposto traficante.

Policial é mais uma vez investigado por crimes
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Mulher e crianças são libertadas


A investigação aponta que o comerciante teria sido confundido pelo grupo com um criminoso. A esposa e as duas crianças foram libertadas cerca de uma hora e meia depois, na região de Suzano, na Grande São Paulo.

O comerciante, porém, permaneceu sob poder dos sequestradores e só foi liberado após se comprometer a pagar R$ 100 mil. As cobranças continuaram por meio do WhatsApp.

A coluna teve acesso a capturas de tela das conversas que, segundo a vítima, seriam mensagens enviadas por Schult.

Em uma delas, o comerciante afirma que tentava vender o carro, a motocicleta e até um par de óculos para conseguir o dinheiro exigido. Ao informar que havia conseguido apenas R$ 1 mil, recebeu como resposta: “Sério isso. Se tá metendo o louco né?”.


Cobrança inclui carro e motocicleta


As mensagens mostram que o grupo estabeleceu um prazo para o pagamento. Diante da dificuldade do comerciante em reunir os R$ 100 mil, o interlocutor chegou a propor que o valor fosse dividido em duas parcelas de R$ 50 mil.

Posteriormente, a exigência mudou. O comerciante poderia entregar o carro e a motocicleta como forma de pagamento. “Você deixa o carro, a moto, documento todo ok, certo. Dá transferência”, diz uma das mensagens.

O tom das conversas também se tornou mais ameaçador. “Só que a gente te acha, disso eu tenho certeza”, afirma o interlocutor. Em outro trecho, há uma ameaça de prisão: “Quer que busque você agora, te mando pra cadeia num B.O. pior que esse”.


Ameaças continuaram após o sequestro


No início da noite, o comerciante informou que havia encontrado um comprador disposto a pagar R$ 85 mil pelo carro, mas explicou que a negociação só seria concluída posteriormente. A resposta foi agressiva: “Vou te mostrar como é que se resolve a coisa”.

O interlocutor também afirmou que conseguiria localizar o comerciante caso ele tentasse fugir e disse que a cobrança havia se transformado em uma “questão de honra”.

As ameaças teriam continuado nos dias seguintes. Em 6 de julho, uma das mensagens dizia: “Vai dar dó de você quando a gente pôr a mão em você de novo”.

De acordo com o relato da vítima, os familiares também passaram a ser citados nas intimidações feitas pelo grupo.

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