Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 17/06/2026, às 14h38
Por volta das 6h30 desta quarta-feira (17), a Prefeitura de Limeira iniciou o fechamento do acesso à Ponte do Esqueleto, localizada na área rural do município.
A intervenção emergencial ocorre após o acidente fatal da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que faleceu após ser lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump.
A prefeitura reabriu uma vala e bloqueou caminhos irregulares para impedir a entrada de pedestres e veículos no local.
A ação foi realizada em apoio ao governo federal, que detém a responsabilidade legal sobre a estrutura desativada.
Em nota oficial, a gestão do município informou que "o trabalho inclui o fechamento de acessos irregulares e complementa ações emergenciais já executadas anteriormente no local".
A segurança na estrutura, que está desativada para veículos há 30 anos, é alvo de discussões há bastante tempo.
Em 2024, após o falecimento de uma ciclista, o local chegou a ser sinalizado e fechado, mas os acessos foram reabertos clandestinamente.
Na época, empresários do setor de turismo de aventura pressionaram a Câmara Municipal para manter as atividades.
A administração municipal reforçou o limite de sua atuação na área, "As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade do governo federal".
Representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) reuniram-se com as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis e ambos manifestaram posição favorável à demolição ou implosão total da ponte.
Os três homens contratados pela empresa organizadora do evento, foram identificados como: Luís Felipe Feliciano Egoroff (32), Maicon Fernandes Cintra (42) e Vitor de Freitas Gonçalves (27).
Eles foram presos em flagrante, tiveram suas prisões convertidas em preventivas por tempo indeterminado pela Justiça e responderão por homicídio com dolo eventual.
Segundo o UOL, os suspeitos alegaram que o ocorrido foi uma "fatalidade". Luís Felipe e Maicon confirmaram que eram os encarregados de manusear os cabos, mas alegaram não recordar quem deveria fazer a checagem final no salto da vítima.
Segundo Maicon, a rotina alternava se um membro colocava o equipamento e outro conferia a segurança. A defesa dos instrutores comunicou que ingressará com um pedido de habeas corpus para que os clientes respondam ao processo em liberdade.
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