Polícia

Após morte de jovem, demolição da Ponte do Esqueleto é cogitada; entenda

Foto: Wesley Almeida/Reprodução/EPTV
Órgãos técnicos foram acionados para elaborar um parecer de viabilidade para demolir a ponte onde jovem de 21 anos morreu no sábado (13)  |   BNews SP - Divulgação Foto: Wesley Almeida/Reprodução/EPTV
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 16/06/2026, às 16h02



O governo federal estuda a demolição e implosão da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

O órgão considerou demolir a ponte após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que foi arremessada de uma altura de 40 metros, sem as cordas de segurança, ao praticar rope jump.

A estrutura pertence à União e está desativada para veículos há 30 anos.

Representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com os prefeitos de Limeira, Murilo Felix (Podemos), e Cordeirópolis, Cristina Saad (União).

Ambas as administrações municipais manifestaram apoio total à remoção definitiva da ponte.

Foto: Divulgação / Prefeitura de Limeira
Foto: Divulgação/Prefeitura de Limeira

Medidas imediatas de segurança e bloqueio

Enquanto a decisão sobre a demolição não é finalizada, uma força-tarefa conjunta entre os governos federal e municipais foi estabelecida para impedir o fluxo de pessoas no local.

Ao longo dos anos, a ponte havia se transformado em um ponto turístico informal e cenário para esportes radicais, embora a SPU afirme que nunca autorizou qualquer atividade na área.

Placas de alerta serão instaladas na região, indicando que a área é propriedade da União e que a entrada é estritamente proibida e acessos terrestres serão bloqueados para evitar a entrada de pedestres, ciclistas e veículos.

Segundo o UOL, a Prefeitura de Limeira confirmou que vai reabrir uma vala de isolamento que havia sido fechada clandestinamente sem a autorização do município.

O debate sobre a segurança do local é antigo. Em 2024, após o falecimento de uma ciclista na região, o bloqueio do espaço chegou a ser solicitado e realizado, mas as barreiras foram removidas posteriormente.

Na época, empresários do setor de turismo de aventura chegaram a pleitear junto à Câmara Municipal a liberação para continuar operando saltos na estrutura.

Investigação

O caso foi registrado como homicídio pela Polícia Civil.

De acordo com o boletim de ocorrência, imagens registradas por testemunhas no momento do acidente mostram que a jovem foi lançada da plataforma sem que os cabos de segurança obrigatórios estivessem conectados ao seu corpo.

Três instrutores responsáveis pela operação da atividade no dia do incidente foram presos em flagrante, identificados como: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor De Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra.

Eles foram acusados de homicídio com dolo eventual, quando se considera que os responsáveis assumiram o risco de causar o resultado fatal.

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