Polícia

Quem é a mulher morta após suposto surto psicótico de PM

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O policial que disparou contra Camila foi preso em flagrante, enquanto a Corregedoria da PM investiga o caso e a arma foi apreendida  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Vídeo
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 16/10/2026, às 09h07



Camila Pereira da Silva morreu após ser baleada por um policial militar na quinta-feira (15), no Parque São Domingos, na zona norte de São Paulo. Segundo informações sobre a ocorrência, a mulher estaria em um suposto surto psicótico e avançou contra os agentes segurando uma faca. O PM responsável pelo disparo foi preso em flagrante, suspeito de homicídio.


O caso aconteceu na Rua Mutinga, na altura do número 127. De acordo com as informações iniciais, equipes da Polícia Militar foram acionadas após denúncias de que uma mulher estaria ameaçando pessoas na região, depois de uma discussão com o companheiro.

O que ocorreu


Durante a abordagem, Camila teria caminhado na direção dos policiais com uma faca. Um dos agentes efetuou um disparo, que atingiu a mulher e a fez cair imediatamente no chão. Ela morreu no local.


O policial que atirou foi preso em flagrante durante a apresentação da ocorrência. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que não tolera desvios de conduta e que a Corregedoria da Polícia Militar acompanha a investigação.


“Um inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto. A arma do policial foi apreendida para ser periciada”, afirmou a pasta.


Vídeos mostram abordagem e disparo


Imagens que circulam nas redes sociais mostram Camila caminhando em direção aos policiais enquanto segura uma faca. Em um dos vídeos, a mulher aparece de perto antes de ser baleada e cair no chão.


Após o disparo, um dos policiais chuta a faca que estava com ela. As gravações passaram a circular nas redes sociais e repercutiram o caso.


A investigação é acompanhada pela Corregedoria da PM e pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apuram as circunstâncias da morte e a conduta do agente envolvido.


Terceira morte em casos envolvendo supostos surtos


A morte de Camila ocorre após outros dois casos registrados na capital paulista, em um intervalo de 12 dias, envolvendo pessoas que, segundo relatos iniciais, estariam em supostos estados de surto e foram mortas por policiais.


Em 10 de outubro, Gustavo Munis de Santana morreu após ser atingido por 27 disparos em Moema, na zona sul da cidade. As autoridades haviam sido acionadas para atender a uma ocorrência relacionada a uma suposta tentativa de suicídio.


Outro caso ocorreu em 3 de outubro, na Vila Dionísia, também na zona norte. Antonio Nunes Batista, de 40 anos, que também estaria em estado de surto, morreu após ser baleado por policiais.


As três ocorrências estão entre os casos recentes que levantam questionamentos sobre a atuação policial em situações envolvendo pessoas em possível crise de saúde mental. As circunstâncias de cada morte dependem da apuração das autoridades responsáveis.

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