Polícia

Quem era Caio Henrique Ventura, jovem de 21 anos morto em motel de SP

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Caio foi encontrado morto em uma banheira na Barra Funda; marido foi preso suspeito de matá-lo para receber seguros de vida  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 29/10/2026, às 21h10



Caio Henrique Ventura, de 21 anos, foi encontrado morto na banheira de um motel na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na madrugada de 1º de outubro. O marido dele, Fernando Curti Tavares, foi preso em 28 de outubro, suspeito de cometer o crime por interesse financeiro.

De acordo com a investigação, Caio tinha mais de três apólices de seguro de vida, que somavam cerca de R$ 15 milhões. Fernando era o único beneficiário e teria acionado os contratos poucas horas após a morte do companheiro. Os dois se conheceram por um aplicativo de relacionamento e se casaram em junho.

As apólices tinham valores entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões. Algumas previam o dobro da indenização em caso de morte acidental.

Versão do marido foi questionada

Fernando contou à polícia que os dois tiveram uma relação sexual na banheira de hidromassagem. Depois, ele teria ido tomar banho em outro banheiro da suíte, que tinha dois andares. Cerca de 20 minutos depois, ao retornar, encontrou Caio desacordado e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe constatou a morte.

A ocorrência foi registrada inicialmente como acidental. No entanto, os investigadores identificaram inconsistências no relato. A banheira ficava em um mezanino separado por vidro e podia ser vista da porta do banheiro onde Fernando afirmou ter tomado banho.

A mãe do jovem também foi ouvida e disse que não sabia do relacionamento, do casamento ou dos seguros de vida contratados em nome do filho.

Outro episódio levantou suspeitas: ao ser informado de que seu celular seria apreendido, Fernando restaurou o aparelho para as configurações de fábrica.

Perícia identificou lesões

O laudo necroscópico inicial apontou afogamento como causa da morte. A profundidade da banheira, inferior a 70 centímetros, chamou a atenção dos investigadores.

Exames posteriores identificaram lesões nos dedos, nas mãos e nos antebraços, além de ferimentos na boca e hemorragias profundas no pescoço. Para a polícia, os sinais podem indicar que Caio sofreu agressões e foi imobilizado antes de ser mantido submerso.

Diante dos indícios de homicídio doloso, do risco de fuga e da suspeita de destruição de provas, a Polícia Civil pediu a prisão temporária de Fernando, além de buscas em seu endereço e análise de dados dos equipamentos eletrônicos.

O caso está sob investigação do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A suspeita de motivação financeira ainda precisa ser apurada no curso da investigação.

Classificação Indicativa: Livre

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