Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 09/07/2026, às 09h11 - Atualizado às 09h24
Solto nesta quarta-feira (8) após passar 18 dias preso no caso da morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, o monitor João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva descreveu como "aterrorizante" o período em que permaneceu detido.
Ele ainda afirmou, em entrevista exclusiva à EPTV, afiliada da TV Globo, estar aliviado com a decisão da Justiça.
João e Gabriel Barros Martins estavam presos desde o dia 20 de junho e foram liberados após a Polícia Civil concluir que ambos não tiveram participação na morte da jovem.
"É um sentimento de angústia constante, um sentimento aterrorizante. A gente não tem notícias do que está acontecendo e isso é extremamente angustiante. Agora estou mais aliviado e agradecido pelo trabalho das equipes de investigação, que conseguiram esclarecer os fatos e verificar que eu não tinha relação com o ocorrido", afirmou João.
A Polícia Civil decidiu não indiciar os dois investigados e solicitou a revogação das prisões preventivas. O Ministério Público também optou por não apresentar denúncia contra eles. Em contrapartida, outras quatro pessoas permanecem presas e foram denunciadas pelo órgão nesta terça-feira (7).
Segundo o relatório final das investigações, João atuava na parte inferior da ponte, sendo responsável pela retirada dos equipamentos utilizados pelos participantes após os saltos.
Após a queda de Maria Eduarda, ele teria se aproximado da vítima para verificar seus sinais vitais e acionado, via rádio, o pedido de apoio especializado.
Inicialmente, João foi preso sob suspeita de envolvimento no desaparecimento da câmera utilizada pela jovem durante a atividade, hipótese posteriormente descartada pelos investigadores.
"Eu estava apenas prestando um serviço e minha função era permanecer na parte de baixo da ponte. Foi uma experiência aterrorizante. Agora me sinto mais aliviado, porque tudo foi esclarecido", declarou.
Gabriel, por sua vez, era responsável pelo acompanhamento da descida dos participantes, além de operar os bloqueios e desbloqueios do sistema de segurança e preparar os equipamentos para novos saltos.
Ele chegou a ser preso sob suspeita de ter deixado o local após o acidente, mas as investigações concluíram que sua conduta não teve qualquer influência, intencional ou não, na morte da jovem.
A defesa de Gabriel criticou o tempo de permanência do cliente na prisão e classificou a medida como desproporcional. Em nota, os advogados afirmaram que, apesar da gravidade da tragédia, os excessos cometidos durante a investigação não se justificam e manifestaram solidariedade aos familiares da vítima.
Até a última atualização do caso, a defesa de João não havia se pronunciado oficialmente.
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso