Polícia
O número de roubos e furtos a residências caiu 27% em todo o estado de São Paulo ao longo do último ano. Na prática, isso representa 11,2 mil ocorrências a menos em comparação com 2024, indicando uma mudança relevante no cenário da criminalidade patrimonial.
Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram registrados cerca de 31 mil crimes desse tipo, a maioria furtos. No mesmo período do ano anterior, os boletins de ocorrência somaram 42,9 mil em todo o território paulista, segundo levantamento divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), com dados compilados pela Agência SP.
A redução é atribuída ao uso intensivo de ferramentas de inteligência e ao avanço de investigações conduzidas de forma integrada pelas Polícias Civil e Militar. A análise de dados permitiu mapear áreas com maior incidência e identificar padrões de atuação de grupos criminosos, direcionando o policiamento de maneira mais precisa.
Esse trabalho resultou na prisão de quadrilhas especializadas em roubos e furtos a residências, enfraquecendo estruturas criminosas e interrompendo cadeias que envolvem desde executores até receptadores de produtos roubados.
Na cidade de São Paulo, a tendência de queda se repetiu. O total de crimes contra residências passou de 5,4 mil, em 2024, para 4,2 mil no último ano, segundo a SSP. A capital concentrou operações que miraram grupos de atuação recorrente, especialmente em regiões da zona sul.
Em setembro de 2025, um homem de 41 anos apontado como um dos maiores ladrões de casas do estado foi preso em Paraisópolis. Foragido por crimes como roubo, formação de quadrilha e porte ilegal de armas, ele acumulava ao menos 14 inquéritos policiais desde 2016.
Um mês antes, em agosto, policiais da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas prenderam 12 integrantes de uma quadrilha especializada em roubos e furtos a residências, também na zona sul da capital. Menores de idade envolvidos nas ações criminosas foram apreendidos.
Para o delegado Fábio Sandrin, do Deic, a prisão de líderes tem efeito direto na redução dos índices. Segundo ele, ao desarticular grandes bandos, a polícia “mina” a estrutura criminosa, inibe novas ações e reduz a reincidência desse tipo de crime.
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