Polícia
por Vinicius Brito
Publicado em 21/09/2026, às 11h05
O aumento no preço dos combustíveis chegou diretamente ao bolso dos consumidores e levou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) a abrir processos contra 70 postos suspeitos de praticar reajustes abusivos.
A medida busca apurar se os valores cobrados nas bombas são compatíveis com os custos e reajustes aplicados no setor.
A Senacon instaurou 70 processos contra postos de combustíveis nesta segunda-feira (21), diante de suspeitas de aumento abusivo nos preços.
Caso sejam constatadas irregularidades, os estabelecimentos poderão receber multas de até R$ 14 milhões, conforme as regras previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Na última sexta-feira (18), a ANP informou à Senacon ter recebido aproximadamente 330 denúncias sobre possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis.
As informações foram compartilhadas com o órgão federal e ajudaram a embasar as ações de fiscalização e a análise do comportamento dos valores praticados no mercado.
Os estabelecimentos investigados deverão apresentar informações que permitam avaliar a composição dos preços praticados nas bombas. A apuração busca identificar se os reajustes têm justificativa nos custos do setor ou se houve aumento sem respaldo.
Entre as empresas investigadas estão Vibra Energia, Ipiranga e Ale Combustíveis. As distribuidoras terão 20 dias corridos, contados a partir do recebimento da notificação, para apresentar defesa.
Segundo a Senacon, foram identificados “indícios suficientes de elevação de preços sem justa causa”. Após a análise das manifestações, o órgão decidirá sobre a aplicação de multas ou outras sanções.
Entre as empresas e estabelecimentos incluídos na apuração da Senacon estão:
A investigação busca apurar possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis e eventuais cobranças sem justificativa.
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