Polícia

TJ-SP manda soltar Senival Moura, vereador preso por suspeita de ligação com o PCC

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O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu habeas corpus para a soltura do vereador Senival Moura, investigado por ocultação de bens do PCC  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 06/08/2026, às 06h48



O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar em habeas corpus para determinar a soltura de Senival Moura. O vereador é alvo de inquérito sobre suposta ocultação de bens da facção criminosa PCC operada na frota de ônibus municipais.

Ao analisar a medida, a relatora Carla Rahal Benedetti constatou excesso de prazo, ressaltando que o limite temporal aplicável ao caso era de 5 dias, o que tornou a manutenção da custódia ilegal.

Defesa argumenta

O investigado já havia se afastado das funções diretivas do PT após a prisão. Seus advogados argumentaram em nota que a medida corrige uma ilegalidade, visto que o réu é primário, colabora com as autoridades e não apresentava riscos concretos ao andamento processual.

Segundo a defesa, o inquérito policial está em andamento desde 2022 e, ao longo de todo esse período, Senival Pereira de Moura permaneceu à disposição das autoridades.

A nota destaca que o parlamentar sempre manteve residência fixa e endereço funcional conhecidos, exerceu seu mandato de forma pública e jamais tentou fugir, descumpriu determinações judiciais, intimidou testemunhas, destruiu provas ou interferiu no curso das investigações.

Confiança no Poder Judiciário

Os advogados afirmaram ainda que receberam a decisão com serenidade e respeito às instituições, reiterando confiança no Poder Judiciário e na observância das garantias constitucionais.

A defesa informou também que Senival Pereira de Moura continuará colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos, ao mesmo tempo em que exercerá plenamente seu direito de defesa.


Prorrogação da prisão


A renovação da prisão temporária foi determinada pelo juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, em atendimento a um pedido da Polícia Civil, que contou com parecer favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Além de Senival, também tiveram a prisão temporária prorrogada Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", e Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo".

Já Lourival de França Monário, apelidado de "Orelha", e Leonel Moreira Martins, conhecido como "Cabeça Branca", permanecem foragidos, embora também tenham sido alcançados pela renovação da medida.

Divulgação/ Câmara de Vereadores

Vida política


Em seu sexto mandato como vereador na Câmara Municipal de São Paulo, Senival desempenhava funções de destaque na Casa.

Ele ocupava o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora e presidia a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica, responsável por debater, acompanhar e fiscalizar ações e políticas públicas ligadas à mobilidade urbana e ao sistema de transportes da capital paulista.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1984, o edil já foi candidato a deputado estadual em 2002 e no ano de 2004 pleiteou uma vaga à Câmara Municipal, ficando com a primeira suplência, que assumiu em 1º de fevereiro de 2007.

Em 2008 foi reeleito com 66.139 votos, sendo o vereador mais votado do PT. No ano de 2020, foi reeleito vereador por São Paulo com 25.311 votos.


Investigação


De acordo com a investigação, Moura exercia influência direta sobre uma estrutura financeira paralela mantida dentro da Transunião Transportes, embora não integrasse oficialmente o quadro societário ou administrativo da empresa.
Os investigadores apontam que nenhuma movimentação ou repasse de recursos era realizado sem sua autorização.

Classificação Indicativa: Livre

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