Política

PT confirma afastamento de vereador preso por envolvimento com PCC

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Senival Moura, preso na última quinta-feira (25), alega ter se afastado do PT para "se dedicar à sua defesa" em investigação  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 28/06/2026, às 15h00



O vereador paulistano Senival Moura (PT-SP) solicitou o afastamento de suas funções partidárias com o objetivo de concentrar esforços em sua defesa jurídica e evitar a associação dos desdobramentos policiais à imagem do PT.

A decisão foi formalizada por meio de uma nota pública emitida pelo presidente do diretório municipal, Hélio Rodrigues.

O pedido de licença ocorreu após posicionamentos anteriores do partido, que já havia anunciado o encaminhamento do caso ao seu Conselho de Ética para a avaliação de medidas disciplinares cabíveis.

Em manifestação oficial, a direção municipal do Partido dos Trabalhadores e instâncias correlatas reforçaram que não compactuam com práticas ilícitas.

A sigla defendeu que todas as denúncias passem por uma apuração rigorosa conduzida pelas autoridades competentes.

Foto: Afonso Braga/CMSP
Foto: Afonso Braga/CMSP

Operação Última Parada e a estrutura societária oculta

A prisão do parlamentar, que exercia a presidência da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica na Câmara Municipal de São Paulo, foi efetuada durante a Operação Última Parada.

A ação conjunta reuniu equipes da Polícia Civil do Estado de São Paulo e promotores do Ministério Público (MP-SP) para desmantelar um suposto esquema de ocultação de capitais e lavagem de dinheiro operado por meio da concessionária de transporte coletivo Transunião.

A empresa em questão gerencia cerca de 50 linhas de ônibus situadas na Zona Leste da capital paulista.

De acordo com o portal Metrópoles, o vereador atuaria como uma espécie de sócio oculto da companhia rodoviária.

A tese acusatória é baseada em interceptações telefônicas e relatórios de inteligência financeira nos quais suspeitos faziam menção a repasses monetários direcionados ao político, utilizando codinomes como "extrema", "veio" e "presidente" para ocultar sua real identidade.

Histórico de divergências financeiras 

Apurações do Deic indicam que desentendimentos sobre a gestão das verbas da Transunião deterioraram as relações no grupo.

O parlamentar chegou a sofrer ameaças por supostos desvios, contornadas após o ressarcimento dos valores.

O diretor da empresa e operador ligado ao vereador, Adauto Soares Jorge, foi executado a tiros na Zona Leste em 2020, crime que deu início à investigação.

O Ministério Público sustenta que o homicídio foi motivado por quebra de confiança financeira.

A acusação aponta que verbas da concessionária eram desviadas para um caixa dois destinado à campanha de reeleição do parlamentar, desfalcando os repasses da organização.

A ordem para a execução teria partido de lideranças encarregadas da contabilidade do grupo.

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