Polícia

Vídeo de câmera corporal mostra PM atirando contra homem rendido durante ocorrência em São Paulo

Foto: Reprpdução/Divulgação/Polícia Militar
Imagens reveladas nesta semana mostram abordagem na zona norte da capital; caso é investigado pela Polícia Civil e pela Polícia Militar  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprpdução/Divulgação/Polícia Militar
Andrezza Souza

por Andrezza Souza

Publicado em 18/06/2026, às 22h16



Novas imagens de uma câmera corporal da Polícia Militar trouxeram novos elementos sobre a morte de Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, durante uma ocorrência registrada na zona norte de São Paulo. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, o vídeo mostra um policial afirmando que iria matar o homem momentos antes dos disparos.

O caso aconteceu no dia 29 de abril, na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, no bairro do Jaraguá, após uma discussão de trânsito envolvendo um motociclista e a vítima. Segundo as informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Igor desceu do carro segurando um facão, mas, ao perceber a aproximação da viatura, colocou a arma branca no chão.

Mesmo diante da rendição, as imagens mostram o policial dizendo ao colega de farda que iria atirar. Na sequência, diversos disparos são efetuados contra Igor, que caiu gravemente ferido.

Policial prestou socorro após os disparos

Foto: Reprodução/Acervo Pessoal
Foto: Reprodução/Acervo Pessoal

Ainda de acordo com a reportagem da Folha de S.Paulo, após os tiros o agente aparece emocionado e pede para que a vítima sobreviva enquanto aguarda a chegada do resgate.

Nas gravações, o policial é ouvido dizendo frases como "não morre" e "respira", além de realizar uma oração enquanto a ambulância não chegava ao local.

Igor foi encaminhado ao Hospital Parada de Taipas, mas não resistiu aos ferimentos.

Caso segue sob investigação

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a ocorrência é investigada pela Polícia Civil e também por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.

Segundo a pasta, os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais por determinação judicial, enquanto as imagens captadas pelas câmeras corporais seguem sendo analisadas.

Familiares afirmam que Igor tinha diagnóstico de esquizofrenia desde a infância, fazia tratamento com medicação controlada e trabalhava com serviços de manutenção e pequenos reparos. A família também questiona a condução da abordagem e cobra esclarecimentos sobre a atuação policial.

A Ouvidoria das Polícias de São Paulo também se manifestou sobre o caso e defendeu uma apuração rigorosa, além de reforçar a importância do uso das câmeras corporais para esclarecer ocorrências envolvendo agentes de segurança.

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