Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 28/05/2026, às 12h23
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) intensificou as ações de vigilância da febre amarela, após um primata ter sido identificado com o vírus em Santo André, na região do Grande ABC.
O órgão reforçou que a morte ou adoecimento de macacos serve como um sistema de alerta para os humanos, indicando que o vírus está circulando em áreas de mata e parques da região.
Até o momento, nove pessoas foram diagnosticadas com o vírus no estado de São Paulo em 2026, resultando em cinco óbitos. E um fato em comum une todas as vítimas: nenhuma havia tomado a vacina contra a febre amarela.
Diante do risco de contaminação, as autoridades orientam que moradores de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra verifiquem suas cadernetas de vacinação.
A vacina é a única forma eficaz de prevenção. Diferente do que muitos pensam, a doença não é transmitida pelo contato com macacos, mas sim pela picada de mosquitos infectados (dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ciclo silvestre).
Confira quem deve procurar os postos de saúde:
Os sintomas iniciais são frequentemente confundidos com outras viroses, incluindo febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas e fadiga extrema.
Em casos graves, a doença pode causar icterícia (pele e olhos amarelados) e insuficiência hepática ou renal, de acordo com a Agência SP.
A recomendação da SES-SP é que as prefeituras facilitem o acesso à vacina, descartando a necessidade de agendamento prévio.
Trabalhadores rurais, turistas e moradores de áreas próximas a corredores ecológicos e unidades de conservação são considerados grupos de risco.
Em caso de dúvidas, o governo paulista disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, clique aqui para acessar.
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