Política
A Prefeitura de Santana de Parnaíba negou o pedido de alvará de construção do Ocean Club, empreendimento de alto padrão com proposta de ondas artificiais previsto para Alphaville, na Grande São Paulo. Mesmo sem a autorização, o projeto continua sendo divulgado e comercializado ao público. As informações são do g1.
De acordo com a gestão municipal, o indeferimento ocorreu pela ausência da Certidão de Diretrizes, documento obrigatório para empreendimentos de grande porte. Esse registro estabelece parâmetros técnicos relacionados ao uso do solo, impactos na vizinhança, infraestrutura urbana e aspectos ambientais. Sem ele, o processo de licenciamento não pode avançar.
Apesar da negativa, o Ocean Club mantém ativa a oferta de títulos, que funcionam como uma espécie de acesso ao clube. Os valores divulgados partem de R$ 300 mil à vista, podendo chegar a R$ 429 mil em planos parcelados.
A comercialização nesse estágio ocorre antes da aprovação urbanística e do registro formal do empreendimento, etapas normalmente exigidas para garantir a viabilidade legal e técnica do projeto. Ainda assim, a estratégia de vendas segue acompanhada de ações de marketing e captação de interessados.
O local previsto para a construção apresenta características ambientais sensíveis. Segundo informações públicas, a área possui nascentes, cursos d’água e trechos classificados como Área de Preservação Permanente, o que impõe restrições legais para ocupação.
Esse tipo de terreno exige análises técnicas detalhadas e, em muitos casos, autorizações específicas para qualquer tipo de intervenção. Dependendo das condições identificadas, o licenciamento pode ser dificultado ou até negado.
O Ocean Club ganhou destaque após ser associado a nomes conhecidos e ao conceito de clubes privados com estrutura de praia artificial, tendência entre empreendimentos de luxo no estado de São Paulo.
A proposta inclui piscina de ondas, faixa de areia com cerca de 12 mil metros, além de áreas esportivas e de lazer. A área total do projeto ultrapassa 900 mil metros quadrados, com previsão de integração a áreas verdes no entorno.
Mesmo assim, moradores da região têm manifestado preocupação com possíveis impactos ambientais e com a falta de informações detalhadas sobre licenças e autorizações. Enquanto isso, o projeto segue em fase inicial e ainda depende do cumprimento das exigências legais para avançar.
O BNews São Paulo aguarda posicionamento do Ocean Club.
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